Pois bem, o azulejo com feroz mastim já encontrou o seu lugar na parede e vê-se logo, mal se abre a porta lá de casa. Talvez assuste um ou outro rato que por lá insiste em aparecer, apesar de um aparelho que já lá coloquei, daqueles que emitem sons desagradáveis para os roedores. Antigamente, tinha que os envenenar com trigo roxo, o que era sempre desagradável. Nunca tive muito feitio para Bórgia.
Lá fiz um roço na parede e coloquei-o com cimento cola. Contudo, pouco depois de o encastoar na parede, um dos leitores deste blog, o Alberto, especialista em restauro informou-me de um método estupendo para inserir os azulejos na parede, que permite retira-los sem os partir, caso se mude de casa. O segredo é usar uma argamassa, que mistura 4 partes de areia fina com 2 partes de cal hidráulica. Segundo o Alberto, esta argamassa sai com água e por isso podemos sempre voltar a tirar os velhos azulejos da parede, sem danifica-los.
Segundo me disse o Alberto, esta argamassa era abundantemente usada pelos romanos, que, como toda a gente sabe eram um povo de construtores civis, que faziam obras práticas e sólidas, feitas para durarem uma eternidade. Se era usada pelos romanos, então é certamente um material de confiança.





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