No final do mês de Setembro este blog irá completar um ano e está na altura de reflectir um bocadinho e fazer um balanço curto.
Agora está muito na moda escrever sobre objectivos, gestão por objectivos e avaliação de resultados e outras larachas. Obviamente que pouparei os poucos seguidores deste blog a um discurso dessa índole, que se tornou uma moda de mau gosto na administração pública e no governo, para esconder a profunda inépcia em que vivemos.
Em todo o caso, este blog fez um ano. Escrevi 115 posts sobre velharias e memórias familiares, tenho 33 seguidores e uma média mensal de cerca de 1550 visitantes. Não é mau para quem se propôs escrever sobre assuntos velhos e antigos, que hoje não interessam a ninguém.
Alguns dos seguidores foram-se tornando numa espécie de amigos virtuais como a Isabel, a Marília, a Maria Gabela e o Fábio. Outros foram deixando aqui e ali comentários estimulantes, que me fizeram perceber que o que escrevia até tinha interesse e valia a pena continuar a transmitir os conhecimentos de antiguidades e história, que fui acumulando ao longo de uma existência de quase cinquenta anos. O Manel é um amigo de velha data e funcionou sempre neste blog como um importante suporte intelectual
Percebi também neste blog que há uma apetência enorme pela faiança antiga portuguesa e que estranhamente há muito poucos sites com conteúdos pertinentes capazes de satisfazerem esse interesse dos coleccionadores amadores. Julgo que uma das razões do relativo sucesso deste blog é ter colocado conteúdos on-line sobre faiança portuguesa.
Através deste blog retomei os contactos com a aldeia de onde a minha família paterna é originária, Outeiro Seco, no vale de Chaves e os resultados desse reencontro com a terra primordial tem sido surpreendentemente positivos.
Recentemente, em Outeiro Seco, o Altino Rio fez publicar uma recolha de memórias locais, intitulada “No Outeiro das lembranças” para as quais tive o prazer de colaborar com 3 textos, que os seguidores do blog já conhecem:
José Maria Ferreira Montalvão: rascunho de memórias por um bisneto que não o conheceu
Velhas histórias do Solar dos Montalvões: as visitas de Madame Carmona
Ainda o Solar dos Montalvões: os amores de um padre e de uma fidalga
A obra foi lançada com pompa e circunstância, no passado dia 20 de Agosto, na Igreja de Nossa Senhora da Azinheira, ao lado do local onde está sepultada a minha avô. Os lucros da venda do livro revertem para uma associação de apoio à terceira idade e se houver interessados na sua compra (Apesar de ter capa dura, um bonito design e imensas fotografias só custa 15 euros!) escrevam para o e-mail outeiro_seco@sapo.pt. Em baixo poderão ver uma fotografia da cerimónia de lançamento, tirada pelo Humberto, Na mesa está o Presidente da Câmara de Chaves, o Altino discursando e eu estou sentado na assistência, de óculos e gravata fininha.
Agora está muito na moda escrever sobre objectivos, gestão por objectivos e avaliação de resultados e outras larachas. Obviamente que pouparei os poucos seguidores deste blog a um discurso dessa índole, que se tornou uma moda de mau gosto na administração pública e no governo, para esconder a profunda inépcia em que vivemos.
Em todo o caso, este blog fez um ano. Escrevi 115 posts sobre velharias e memórias familiares, tenho 33 seguidores e uma média mensal de cerca de 1550 visitantes. Não é mau para quem se propôs escrever sobre assuntos velhos e antigos, que hoje não interessam a ninguém.
Alguns dos seguidores foram-se tornando numa espécie de amigos virtuais como a Isabel, a Marília, a Maria Gabela e o Fábio. Outros foram deixando aqui e ali comentários estimulantes, que me fizeram perceber que o que escrevia até tinha interesse e valia a pena continuar a transmitir os conhecimentos de antiguidades e história, que fui acumulando ao longo de uma existência de quase cinquenta anos. O Manel é um amigo de velha data e funcionou sempre neste blog como um importante suporte intelectual
Percebi também neste blog que há uma apetência enorme pela faiança antiga portuguesa e que estranhamente há muito poucos sites com conteúdos pertinentes capazes de satisfazerem esse interesse dos coleccionadores amadores. Julgo que uma das razões do relativo sucesso deste blog é ter colocado conteúdos on-line sobre faiança portuguesa.
Através deste blog retomei os contactos com a aldeia de onde a minha família paterna é originária, Outeiro Seco, no vale de Chaves e os resultados desse reencontro com a terra primordial tem sido surpreendentemente positivos.
Recentemente, em Outeiro Seco, o Altino Rio fez publicar uma recolha de memórias locais, intitulada “No Outeiro das lembranças” para as quais tive o prazer de colaborar com 3 textos, que os seguidores do blog já conhecem:
José Maria Ferreira Montalvão: rascunho de memórias por um bisneto que não o conheceu
Velhas histórias do Solar dos Montalvões: as visitas de Madame Carmona
Ainda o Solar dos Montalvões: os amores de um padre e de uma fidalga
A obra foi lançada com pompa e circunstância, no passado dia 20 de Agosto, na Igreja de Nossa Senhora da Azinheira, ao lado do local onde está sepultada a minha avô. Os lucros da venda do livro revertem para uma associação de apoio à terceira idade e se houver interessados na sua compra (Apesar de ter capa dura, um bonito design e imensas fotografias só custa 15 euros!) escrevam para o e-mail outeiro_seco@sapo.pt. Em baixo poderão ver uma fotografia da cerimónia de lançamento, tirada pelo Humberto, Na mesa está o Presidente da Câmara de Chaves, o Altino discursando e eu estou sentado na assistência, de óculos e gravata fininha.

Também relativamente à família Montalvão e a Outeiro Seco houve a colaboração com o Humberto Ferreira, que permitiu localizar nos museus do município de Chaves as imagens que se encontravam na capela de Sta. Rita do Solar dos Montalvões e que a família julgava perdidas. O Humberto descobriu também fotografias espantosas da mesma capela antes da sua destruição, localizou parte do seu altar-mor na Casa de Cultura e ainda o sino numa das capelas da aldeia.

Creio que este reencontro com Outeiro Seco justificou já a existência deste blog.




É pouco provável que este azulejo seja Miragaia, embora essa fábrica do Porto tenha também produzido azulejaria. O mais certo é tratar-se de uma peça do Rato ou de outra qualquer manufactura Lisboeta, pois os motivos à moda de Rouen eram usados por todos os fabricantes da época.