terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nossa Senhora da Glória do Rio de Janeiro


A propósito do meu anterior post sobre santas de Roca, um seguidor Brasileiro deste blog, o Victor, enviou-me uma fotografias de uma santa de roca, de grandes dimensões (1,10 m) que comprou há muitos anos e que gosta de designar por Nossa Senhora da Glória. Claro, o Victor tem bem presente que quando se compra uma Santa de Roca despida é praticamente impossível atribuir-lhe uma classificação, mas como sempre gostou da Igreja de Nossa Senhora da Glória, uma das mais antigas do Rio e a imagem tinha um menino, afectivamente passou a nomea-la por Senhora da Glória e comprou-lhe vestes, uma cabeleira e ainda uma coroa e um ceptro, que são atributos característicos desta imagem mariana. Um dia, estando mais abonado, mandou restaurar a imagem e descobriu que o Menino Jesus era um acrescento, pois tinha uma coloração diferente, mais rosada que a Mãe, além de que o seu tamanho era um pouco desproporcionado em relação à Virgem. Como a Yourcenar dizia no Tempo, esse grande escultor, a obra de arte continua a ser alterada e recriada após a sua saída da oficina do artista, por acção do homem ou da natureza.

O assunto das Senhora da Glória chamou-logo a atenção, pois sempre achei que uma das imagens que se encontra na capela do solar dos Montalvões, agora em depósito no Museu Regional Flaviense, é uma Nossa Senhora da Glória, em vez de uma Senhora da Lapa, como é tida no referido Museu.

Fui procurar mais informações sobre esta devoção mariana e e descobri que é tão popular no Brasil como em Portugal

A devoção carioca a Nossa Senhora da Glória surgiu no início do século XVII, alguns anos depois a fundação da cidade do Rio de Janeiro, quando no ano de 1608, um certo Ayres colocou uma pequena imagem da Virgem numa gruta natural existente no morro do Leripe, Nos finais do XVII, levantou-se nesse local uma ermida, que foi refeita nos inícios do século XVIII tendo a sua construção sido terminada definitivamente em de 1739.

Contudo, a devoção a Nossa Senhora da Glória cresceu em popularidade e prestígio após chegada da família real ao Rio de Janeiro, em 1808. D. Carlota Joaquina tornou-se particularmente devota desta Senhora e em 1818, mandou restaurar o pequemo templo setecentista. Segundo uma descrição romântica da época, citada por Marsilio Cassoti, em Carlota Joaquina: o pecado espanhol, “ficava a Igreja poética e deliciosamente fora da cidade, no terraço de um morro altaneiro e verdejante, em redor do qual se tinha fixado, muita gente nobre e rica, principalmente ingleses…Permitia a plataforma em panorama sobre a Baía da Guanabara”




Não só Carlota Joaquina era devota da Senhora da Glória, como toda a família Bragança o veio a ser posteriormente. O templo tornou-se num dos lugares preferidos de oração de D. Leopoldina de Áustria, mulher de D. Pedro (o futuro D. Pedro I do Brasil, IV de Portugal), a sua filha promogénita foi baptizada com o nome de Maria da Glória naquela mesma igreja (a menina será mais mais tarde a Rainha d. Maria II de Portugal) e a partir de então todos os Bragança, nascidos no Brasil, foram consagrados na Igreja.
O templo continua a existir e parece que tem azulejaria portuguesa de grande qualidade.


D. Maria da Glória, quando era uma bonita menina, antes de os sucessivos partos lhe terem desfigurado o corpo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mais alguns dados sobre o cantão popular


Ofereceram-me dois pratos de cantão popular. O primeiro foi a Marília, no seguimento de um negocio que fizemos e o segundo, a Maria Isabel. Quer um quer outro tem em comum uma característica rara neste motivo decorativo, estão marcados no verso!!!

Recapitulando um pouco, o cantão popular é uma adaptação livre e ingénua da louça inglesa do willow pattern e foi fabricado em Portugal por várias oficinas, a maioria anónimas, desde o início do século XIX (como o exemplar mostrado em primeiro lugar) até quase aos anos 60 ou 70 do século XX.

Como tenho vindo aqui a mostrar há imensas variantes do motivo, que também é executado em pastas diferentes.

De certeza absoluta sabemos que o cantão popular foi fabricado pela Lusitânia. Presumimos que esta fábrica produzisse este motivo na sua unidade de Coimbra (comprada em 1929), já que a casa-mãe de Lisboa parecia estar mais dedicada aos azulejos e aos materiais de construção civil.


Também sabíamos seguramente que a Fábrica do Cavaco do Porto (1862-1920) produziu cantão popular

Na obra a Cerâmica em Vila Nova de Gaia. - Vila Nova de Gaia: fundação Manuel Leão, 1999 da autoria de Manuel Leão são mencionadas duas peças da Fábrica do Cavaco (1862-1920) com este motivo do cantão popular, um bule zoomórfico (pág. 242), com marca, propriedade dos Museus Municipais do Porto e um prato (pág. 244), da colecção Adosinda Anes, que fazia parte de um serviço feito no final do período de laboração.


A Isabel Maria deu-me agora um prato desta fábrica com marca e mais vi vez uma nova variante no motivo. Enquanto que na maioria da loiça de cantão popular o o fundo do tema é branco, aqui no exemplar da Fábrica do Cavaco, o fundo é azul claro, semelhante ao da loiça de Alcobaça da fábrica da família Bernarda.



Finalmente, o prato que a Marília teve a amabilidade de me dar, está marcado Loiças da Pinheira, Aveiro e com as iniciais PL. O Manuel sempre me tinha dito que o Cantão popular também tinha sido produzido em Aveiro, mas eu na faiança popular, sou como o outro e só vendo para crer. A marca tem um ar recente e o prato também. Num site de uma professora da região de Aveiro, li que as "Faianças da Pinheira" só se instalaram em Aradas (peryo de Aveiro nos anos 50, 60. Contudo o Dicionário de marcas de faiança/ Filomena Simas, Sónia Isidro. – Lisboa: Estar Editora, 1996 apresenta na pág. 90 uma marca desta fábrica datada do século XIX. Fiquei com a ideia que as Louças da Pinheira já existiam em Aveiro há muito, antes de se instalarem em Aradas.

Em suma, agora temos a certeza absoluta que a Lusitânia(Coimbra?), o Cavaco (Gaia) e as Louças da Pinheira (Aveiro) fabricaram cantão popular. Certamente haverá mais fábricas

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sta Ana ensinando a Virgem, em Espuma do Mar


Há pouco tempo arranjei esta pequena obra com uma moldura oval contendo uma Sta. Ana ensinando a Virgem a ler, ou a Sant'Ana Mestra, como é vulgarmente conhecida esta representação. É um trabalho estremamente precioso executado em cerca de seis cm de diâmetro e foi por isso difícil de fotografar. Apresento uma imagem desta obra de arte na minha casa para que possais ter uma ideia das suas dimensões mínimas.
O Manel que tem uma peça algo semelhante já me tinha dado umas pistas sobre a sua origem, contando-me, que a vendedora lhe tinha afirmado que o material, de que era feito o seu interior provinha da Turquia, duma zona conhecida por Pamukkale, hoje classificada património mundial da UNESCO e onde há umas nascentes termais calcárias, que produzem depois umas pedras que parecem algodão. Aliás Pamuk em Turco quer dizer algodão e fazendo um desvio ao assunto, como faria a nossa Maria Isabel, aproveito para recomendar a leitura de Orhan Pamuk, um escritor turco, que eu por vezes copio um bocadinho nos meus escritos, embora sem conseguir.

Não encontrando nada na internet sobre escultura religiosa feita em pedras de Pamukkale, fui pesquisar no http://www.rubylane.com/, e de facto, no catálogo do melhor site de antiguidades on-line, lá apareceram duas obras em tudo semelhantes à minha. Segundo este site, estas esculturinhas em miniatura eram feitas em França, entre 1850-1900, em vários conventos e casas religiosas daquele País e eram vendidas como objectos de devoção ou souvenirs de locais de peregrinação.






Também encontrei uma Notre-Dame du Chêne no site http://www.etsy.com/ com as mesmas características.


Estas esculturas delicadas eram executadas num material que ficou conhecido por Espuma do Mar (os ingleses usam a palavra alemã Meerschaum. Os franceses designam-na por écume de mer), que foi também muito utilizado no fabrico de cachimbos. A Espuma do Mar é um mineral branco e mole, que por vezes se encontra a flutuar no Mar Negro, e é daí que lhe advem o nome. A Espuma do Mar é opaca, de cor branca acinzentada ou creme e pode ser trabalhada só com uma unha. Presta-se pois a trabalhos de grande precisão. A maior parte deste mineral é sobretudo extraído na Turquia, em Eskişehir e perto de Ancara. O nome científico deste mineral é o Hidrogenosilicato de magnésio.

Portanto, a vendedora da peça do Manel, não andou muito longe da verdade, embora a peça não seja a tal pedra de Pamukkale, mas sim Espuma de Mar

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mais uma Vénus pré-histórica

Tenho uma certa paixão pela escultura rude, ingénua e com força e há uns tempos encantei-me na feira-da-ladra por uma outra Vénus pré-histórica e trouxe-a para minha casa para admira-la e ama-la.

É difícil datar peças como esta comprada no mercado de velharias, até porque está fora de um contexto arqueológico, que, se hipoteticamente fosse conhecido, permitiria data-la através da camada estratigrafica e dos utensílios circundantes. Mas quando se compram peças arqueológicas no mercado de velharias, é mesmo assim. Ganha o nosso impulso de coleccionador e perde-se a informação histórica.




Em todo o caso esta estatueta filia-se na tradição das chamadas Vénus pré-históricas, da qual a chamada Vénus de Willendorf é a peça mais emblemática.
Em termos abstractos, estas figurinhas formam um losango, com duas extremidades afiladas que se vão alargando em direcção ao corpo. Abdómen, ancas, seios e nádegas e vulva são deliberadamente exagerados em detrimento da cabeça, braços e pés nestas Vénus do Paleolítico Superior, produzidas por mãos humanas entre 30.000 a 10.000 anos antes de Cristo.




Mas, comparativamente à minha outra Vénus, esta apresenta algumas diferenças. Está numa posição sedente, o que a aproxima mais de uma Vénus do Neolítico, o período em que o homem descobre a Agricultura. A peça que encontrei mais próxima desta foi a chamada Cíbele de Çatal Huyuk, uma deusa mãe sentada, que os especialistas dizem estar em trabalhos de parto (No Período romano as mulheres ainda davam à luz em cadeiras de parto). Durante o Neolítico este culto à Deusa Mãe propaga-se por todo as terras da orla Mediterrâneo e os historiadores afirmam que este culto feminino é uma associação que os homens daquele período fizeram entre a mulher e a terra. Era da capacidade reprodutora de uma e de outra que dependia a existência humana.

O Neolítico apareceu em Portugal através dos rios do sul por volta de 5.000 a 4.000 antes de Cristo e é provável que a minha Deusa-Mãe date pouco depois dessa época.
Experimentei algumas dificuldades em fotografar a minha Vénus sentada. Pensei num fundo preto ou azul para realçar as formas voluptuosas mas o resultado foi desastroso. O branco das paredes como cenário também não lhe evidenciava as formas. Até pensei coloca-la numa pedra, quando percebi, ao deixa-la ao acaso numa almofada de tecido vistoso, que esta minha Vénus era afinal como todas as mulheres de seios e nádegas opulentas da história da arte e pedia um fundo de veludo vermelho, de tecidos opulento para fazer brilhar as suas formas voluptuosas. Afinal a figurinha Neolítica não está tão longe da nudez descarada da Maja desnuda de Goya ou das mulheres pintadas no meio do luxo opulento dos lupanares de Paris, que Toulouse-Lautrec pintou no século XIX.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Açucareiro da Vista Alegre do Século XIX, pintado à mão


Quando com os meus irmãos fizemos partilhas das coisas da minha avó paterna, calharam-me umas quantas porcelanas do Século XIX, com florinhas pintadas à mão. Entre essas peças, encontrava-se uma tampa solta de uma cafeteira, com uma pintura muito delicada, que apesar de órfã sempre fez as minhas delícias.

Agora, pelo meu aniversário, recebi um açucareiro espantoso, do século XIX, com um motivo em todo semelhante à pobre tampa órfã. Há apenas uma ligeira variante na flor azul.
A minha peça não tem marca, mas é obviamente Vista Alegre. Encontrei no catálogo II Leilão da Vista Alegre, realizado no Porto, em 1998 e editado pela Estar Editora, um Açucareiro muito semelhante na decoração e com um formato exactamente igual, datado entre 1870-1880. Aliás, este formato gomado foi usado durante décadas pela Vista Alegre, pintado com decorações distintas e por vezes vendido todo em branco, sem nenhuma pintura decorativa.

Também no mesmo Catálogo, encontrei duas saboneteiras com uma decoração exactamente igual à minha e também datadas entre 1870-1880.
Sempre que vejo estes livros das leiloeiras, interrogo-me porque é que nunca apareceu um catálogo raisonné de toda a produção de louça da Vista Alegre, Todos os coleccionadores e antiquários agradeceriam uma publicação que reproduzisse sistematicamente toda a produção de loiça da Vista Alegre, desde o seu início, em 1824 até ao momento presente e escusava de contemplar a sumptuária, que essa está mais do que publicada e é normalmente de gosto duvidoso. Os serviços de chá, café, e jantar são aqueles que se encontram mais no mercado ou que as pessoas mais têm em casa e são precisamente aqueles sobre os quais há menos informação bibliográfica

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Clarabóias de Chaves


Durante a minha infância passei muitas férias em Chaves. Ficava no apartamento de casa da minha avó Mimi e era um aborrecimento. A minha avó era daquelas pessoas que tinha uma casa cheia de coisas boas, mas hostil a crianças e a qualquer ideia de conforto. A sala estava fechada e só servia para as visitas, o quarto era de aparato e o escritório espartano, e nós os miúdos ficávamos assim como que feras enjauladas sem ter nenhum sítio para onde ir. A varanda das traseiras era um dos poucos refúgios onde podíamos fazer porcarias, como cuspir ou atirar molas da roupa aos gatos, que se passeavam cá em baixo nos quintais. Eu como sempre fui observador ficava também muito tempo a olhar as traseiras das casas da rua de Sto. António e sentia-me fascinado com as clarabóias, que se encontravam no alto dos telhados. Faziam um conjunto engraçadíssimo de pequenos castelos em vidro. Na altura não sabia que serviam para iluminar as escadas comuns dos prédios. Imaginava antes que eram umas janelas especiais, em forma de pequenos palácios a iluminar os quartos por cima e experimentava sempre um grande desejo de ser outro menino, que vivesse numa dessas casas antigas, onde poderia olhar o céu através daquelas caixas de vidro maravilhosas.

As imagens destas clarabóias ficaram de tal maneira gravadas nos meus olhos que para mim tornaram-se o ex-libris de Chaves. Claro, sei que a ponte romana de Trajano é o maior e mais bem conservado monumento romano em Portugal, mas quando me recordo de Chaves e da infância são as clarabóias das velhas casas flavienses que vejo e me emocionam.

Não sei exactamente de que época serão. A julgar pelos prédios que coroam, julgo terem sido construídas no século XIX. Muitas vezes são enfeitadas com cata-ventos e sei que existem em outras cidades do Norte do País.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

No Outeiro das lembranças



No final do mês de Setembro este blog irá completar um ano e está na altura de reflectir um bocadinho e fazer um balanço curto.

Agora está muito na moda escrever sobre objectivos, gestão por objectivos e avaliação de resultados e outras larachas. Obviamente que pouparei os poucos seguidores deste blog a um discurso dessa índole, que se tornou uma moda de mau gosto na administração pública e no governo, para esconder a profunda inépcia em que vivemos.

Em todo o caso, este blog fez um ano. Escrevi 115 posts sobre velharias e memórias familiares, tenho 33 seguidores e uma média mensal de cerca de 1550 visitantes. Não é mau para quem se propôs escrever sobre assuntos velhos e antigos, que hoje não interessam a ninguém.

Alguns dos seguidores foram-se tornando numa espécie de amigos virtuais como a Isabel, a Marília, a Maria Gabela e o Fábio. Outros foram deixando aqui e ali comentários estimulantes, que me fizeram perceber que o que escrevia até tinha interesse e valia a pena continuar a transmitir os conhecimentos de antiguidades e história, que fui acumulando ao longo de uma existência de quase cinquenta anos. O Manel é um amigo de velha data e funcionou sempre neste blog como um importante suporte intelectual

Percebi também neste blog que há uma apetência enorme pela faiança antiga portuguesa e que estranhamente há muito poucos sites com conteúdos pertinentes capazes de satisfazerem esse interesse dos coleccionadores amadores. Julgo que uma das razões do relativo sucesso deste blog é ter colocado conteúdos on-line sobre faiança portuguesa.

Através deste blog retomei os contactos com a aldeia de onde a minha família paterna é originária, Outeiro Seco, no vale de Chaves e os resultados desse reencontro com a terra primordial tem sido surpreendentemente positivos.

Recentemente, em Outeiro Seco, o Altino Rio fez publicar uma recolha de memórias locais, intitulada “No Outeiro das lembranças” para as quais tive o prazer de colaborar com 3 textos, que os seguidores do blog já conhecem:

José Maria Ferreira Montalvão: rascunho de memórias por um bisneto que não o conheceu

Velhas histórias do Solar dos Montalvões: as visitas de Madame Carmona

Ainda o Solar dos Montalvões: os amores de um padre e de uma fidalga
A obra foi lançada com pompa e circunstância, no passado dia 20 de Agosto, na Igreja de Nossa Senhora da Azinheira, ao lado do local onde está sepultada a minha avô. Os lucros da venda do livro revertem para uma associação de apoio à terceira idade e se houver interessados na sua compra (Apesar de ter capa dura, um bonito design e imensas fotografias só custa 15 euros!) escrevam para o e-mail outeiro_seco@sapo.pt. Em baixo poderão ver uma fotografia da cerimónia de lançamento, tirada pelo Humberto, Na mesa está o Presidente da Câmara de Chaves, o Altino discursando e eu estou sentado na assistência, de óculos e gravata fininha.

Também relativamente à família Montalvão e a Outeiro Seco houve a colaboração com o Humberto Ferreira, que permitiu localizar nos museus do município de Chaves as imagens que se encontravam na capela de Sta. Rita do Solar dos Montalvões e que a família julgava perdidas. O Humberto descobriu também fotografias espantosas da mesma capela antes da sua destruição, localizou parte do seu altar-mor na Casa de Cultura e ainda o sino numa das capelas da aldeia.
Creio que este reencontro com Outeiro Seco justificou já a existência deste blog.