quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O serviço Júpiter da Fábrica de Louça de Sacavém



Serviço Júpiter da Fábrica de Louça de Sacavém

O meu amigo Manel consentiu em mostrar aqui neste blog algumas peças de um serviço completo da Fábrica de Louça de Sacavém, que ele usa em jantares especiais. O motivo decorativo deste conjunto de jantar designa-se por Júpiter. Está marcado a azul com o monograma de Sacavém e segundo o Dicionário de marcas e Faiança e porcelana portuguesa / Filomena Simas, Sónia Isidro. Lisboa estar Editora, 1996 foi fabricado no ano de 1896.



Para além de ser um serviço antigo e bonito da última década do séc. XIX, o prato que seleccionei para aqui apresentar é um bom exemplo de como Sacavém copiou e introduziu no mercado português não só os motivos decorativos da faiança inglesa, como toda a gente sabe, mas também de outras fábricas de cerâmica europeia.

Danish Blue da Royal Copenhagen Porcelain, pertencente ao Manel

O Serviço Júpiter é na verdade uma cópia de uma das produções mais famosas da Fábrica Real de Copenhaga, o Blue Fluted, também conhecido por Danish Blue. O Blue Fluted foi o primeiro serviço produzido pela Royal Copenhagen Porcelain, pouco tempos depois da sua fundação em 1775 e ao longo de duzentos anos de produção ganhou uma enorme popularidade não só na Dinamarca como em toda a Europa. De tal forma, que o Danish Blue tornou-se a imagem de marca da Den Kongelige Porcelainsfabrik e confundiu-se com a sua própria existência. Mais, o Blue Fluted, designado na fábrica pela decoração imortal, faz parte do património cultural dinamarquês. Por essas razões é o serviço com a marca número 1 da manufactura real dinamarquesa, conforme se pode ver pela fotografia que aqui apresento.

Marca da Den Kongelige Porcelainsfabrik datada entre 1894-1900. Apresenta a coroa dinamarquesa. O 1 quer dizer o serviço primeiro da Fábrica. Os números na linha de baixo reportam-se ao pintor. As três faixas onduladas simbolizam os três estreitos da Dinamarca: Oresund, o pequeno Belta e o Grande Belta

Muito a propósito, o Manel conseguiu comprar um prato deste Danish Blue, datado entre 1894-1900, que nos permite comparar o motivo original com a cópia feita na Fábrica de Sacavém. O prato dinamarquês é de porcelana e apresenta uma superfície com ondulados, enquanto que o de Sacavém é de faiança e a superfície lisa, mas basicamente são iguais e percebemos de imediato que a fábrica portuguesa foi beber inspiração no popular serviço dinamarquês.

Danish Blue e Sacavém

O serviço dinamarquês não encantou só os responsáveis da Fábrica de Savavém. No Porto, Massarelos produziu também uma versão deste azul dinamarquês uns dez ou quinze anos depois, conforme nos informou a nossa amiga If.



A versão de Massarelos do Danish blue



A marca de Massarelos. Na base, o nome que a Fábrica do Norte escolheu para o serviço: "Dania", de Dinamarca. Agradeço à Maria Andrade ter conseguido decifrar o nome, que se escondia atrás da da marca esborratada.
Está cópia poderá levar-nos a pensar que à Fábrica de Sacavém ou de Massarelos faltou originalidade e que se limitaram a copiar o que se fazia na época na Europa e sobretudo na Inglaterra, mas julgo que essa seria uma análise limitada. Pessoalmente, penso que o conceito de obra original é uma ideia contemporânea, formada talvez no seio do movimento impressionista, cubista ou modernista. No passado, um ceramista, um desenhador ou gravador devia copiar o que era considerado de grande qualidade, como uma obra da antiguidade, da renascença ou então oriental, de preferência da China. Neste último caso está a Royal Copenhagen Porcelain, que para criar o blue fluted, se inspirou nos azuis e brancos da porcelana Chinesa. Sacavém mais não fez do que fazer eco desta atracção pelo Oriente, que norteou a produção da cerâmica europeia desde os Descobrimentos até quase aos nossos dias.


24 comentários:

  1. Você tocou num ponto muito interessante, Luis. Também acho que esta ideia de cópia, falta de criatividade ou originalidade é um conceito muito mais recente e nosso.
    Uma vez, dando uma entrevista para uma jornalista de uma revista que fazia uma matéria sobre minha pesquisa sobre a história da louça no Brasil, ela forçava repetidamente a barra, querendo me conduzir a afirmar que no Brasil não houve produção original, que era tudo cópia ou plágio de louça europeia.
    E eu seguia dizendo, não é bem assim, antes disso, eu vejo como uma CONTINUIDADE, um desdobramento de práticas que já aconteciam em outros lugares, afinal, todos os ceramistas pioneiros da indústria brasileira eram recém-chegados da Europa, principalmente Itália e Portugal.
    O que ela queria? que mal chegados ao país, dessem um nó na cabeça, e começassem a fazer papagaios e hibiscos gigantes? Ainda por cima, estamos lidando com uma arte que tem o objetivo comercial muito forte, era preciso estar alinhado ao gosto já formado daqui, que era fruto da louça importada até então.
    E eu também fiz questão de afirmar algo bem parecido com o que você muito bem colocou aqui: que mesmo os europeus, quando começaram sua produção de louça cerâmica, foi aprender e buscar matrizes lá na China, que as primeiras produções alemães e de outros países devia muito aos motivos decorativos chineses.
    abraços! é sempre mentalmente estimulante para mim visitar teu blog.

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  2. Caro Fábio

    Realmente nestes blogs encontramos pessoas com afinidades intelectuais, que muitas vezes temos dificuldade em encontrar no nosso dia-à-dia.

    Gostei muito do teu comentário e ri-me muito com a alusão ao nó na cabeça, aos papagaios e hibiscos gigantes da portuguessíma Carmem Miranda, que se tornou num dos ícones mais conhecidos no mundo, do Brasil e da alegria de viver carioca, o que só nos prova que a arte e a música não coincidem com as fronteiras políticas.

    Relativamente à cópia, recentemente esteve uma exposição no Museu Nacional de Arte Antiga sobre o Machado de Castro, o senhor que fez a estátua equestre de D. José no Terreiro do Paço. Nessa exposição, deu-se a conhecer ao público que Machado de Castro formou uma oficina de escultura, que era simultaneamente uma escola de desenho e escultura. Nesse atelier que ele designava por "Laboratório" os alunos aprendiam a copiar o antigo, o romano o grego, ou pintores e escultores que trabalhassem segundo o modelo clássico. A cópia não tinha a conotação negativa de hoje em dia, em que o artista plástico se esforça por ser original a todo custo, nem que para isso tenha que espalhar um balde de tinta misturado com batatas fritas no chão da galeria de arte.

    Um abraço

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  3. Quando estudei história da arte e, mais tarde, história da arquitetura, os princípios vigentes na altura baseavam-se em postulados que se tinham começado a aflorar por toda a Europa, já nos finais de oitocentos, onde se pretendia que a cópia, ou a procura de formas passadas, era uma aberração, que se devia passar uma esponja sobre a história para que fosse possível a criação de todo um mundo novo (Huxley criou um com estas bases), livre das "teias de aranha" do que até então tinha regulado o mundo da arte.
    Será necessário contextualizar estas afirmações, que, na época, faziam algum sentido, pois, o mundo da arte, e da arquitetura em particular, era estipulado por um ensino academicista, fortemente ligado ao passado e a todas as suas regras, que eram impostas de forma quase totalitária, dando azo a poucas alterações, as quais, a não ser reguladas por essa academia de "ilustrados", seriam, com certeza, fortemente contestadas e, pior, recusadas; esta produção, algo estereotipada, dava lugar a um "dejá vu" que tranquilizava a burguesia, mas que pouco ou nada trazia de novo.
    Era a negação da inovação, e é conhecida a animosidade com que as obras dos impressionistas, por exemplo, foram recebidas, julgadas e censuradas!
    Este corte com as regras do passado deu lugar a formas de arte completamente vanguardistas, libertou-a dos espartilhos dos antigos princípios e deu acesso a um mundo totalmente novo que, hoje, se considera como inovador e arejado, o qual abriu novas fronteiras, antes completamente impensáveis, contendo as mais diversas expressões no seu seio.
    À época, julgo que este corte justificava-se.
    Mas, hoje em dia, nada invalida que as bases não se situem no nosso passado, um historicismo que não se pode apagar e que poderá, de uma forma não despótica, ser a base do que hoje, e no futuro, se poderá continuar a produzir.
    Sempre afirmei, e continuo a fazê-lo, que nada se pode tirar de onde nada há.
    Julgo ser necessário para muitas pessoas, e eu incluo-me entre elas, haver caminhos explicáveis e percursos entendíveis, para uma melhor perceção do que os artistas produzem, e tornam público, sob o cunho do termo "arte".
    Continua-se a especular se a arte, como tal, deverá ter, obrigatoriamente, um contexto público para ser considerada como tal.
    Um dos meus professores especulava se o que se produz no segredo do criador, e aí se mantiver até ao final da vida dessa obra, poderá ser considerado como arte ou não.
    Se esse criador colocar essa obra pública, ela já poderá, então, ser passível de ser considerada como "arte"? E antes, no segredo do atelier, ela já não o era?
    Então o conceito de "arte" terá de ser forçosamente humano, pois só a apreciação humana lhe daria tal estatuto.
    Bem, não me quero alongar, pois já começo a tergiversar e este comentário já vai longo, mas é um assunto que me interessa.
    Ainda não consegui encontrar alguém que me encontrasse uma explicação cabal porque é que a arte não pode ter um fundo historicista, com raízes no nosso passado mais longínquo (algumas obras de Picasso parecem aborígenes, mesmo pré-históricas).
    Talvez porque os princípios que regem a produção de peças são baseados, inicialmente, na cópia de algo, e, posteriormente, devidamente transformadas pelo génio criativo humano.
    Quanto ao tema do post propriamente dito, encontrar este prato "Danish blue" foi complicado, pois, aqui em Portugal, não conseguia dar com nenhum, até que, de repente, num Sábado cheio de sol, apareceu à minha frente, resplandecente, como que premonitório ... e, melhor ainda, a um preço absolutamente irrisório!
    Aquilo que eu conhecia só de imagens da net tornou-se palpável e preencheu uma lacuna.
    Peço desculpa pelo arrazoado (vamos lá a ver se o google me deixa publicar o comentário e não me obriga a cortá-lo - não deixou, terei de o cortar!), mas, como já referi antes, o assunto interessa-me ...
    Manel

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    1. breve comentário sobre "o conceito de "arte" terá de ser forçosamente humano, pois só a apreciação humana lhe daria tal estatuto."
      ÉR por aí que eu penso. Uma obra de arte não existe, para mim, até que o circuito esteja fechado: produtor >> obra >> receptor. mesmo que leve 1000, 2000 anos para isso acontecer.
      E digo mais: na minha modesta opinião de artista, creio quem realmente completa a obra (e não falo apenas de artes plásticas ou visuais) é o receptor. Antes disso, é apenas um recipiente (quase) vazio, no máximo, e com sorte, com algum nível de "potenciais" deixados pelo criador.
      abraços

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  4. Caros amigos,
    Adorei seguir a vossa conversa sobre o conceito de arte, despoletada por esta questão das cópias ou influências entre fabricos de que as peças do Manel são um belíssimo exemplo. E finalmente, mais uma vez, pensa-se que também em relação a este padrão, tudo começou na China!
    Lembro-me que este motivo já tinha vindo à baila no blogue do Fábio, num post em que ele mostrou cacos de um prato com esta decoração. E o Manel já nessa altura notou, e bem, a semelhança com o motivo Júpiter de Sacavém.
    Eu tenho há anos uma pequena tacinha de chá, sem marca, que comecei por pensar ser chinesa, mais tarde achei que seria europeia mas uma variante do motivo cebola, o Margão da Vista Alegre. Ao encontrar um pires com o mesmo motivo, mas mais completo, sem marca mas com números de padrão que me parecem ingleses, acabei por descobrir ser um motivo bem conhecido, talvez iniciado na Europa por Meissen, mas apropriado e geralmente identificado com a Royal Copenhagen, por isso considerado dinamarquês. Daí os nomes “Blue Denmark” e “Danish Blue”.
    E agora, graças às peças do Manel e ao elucidativo texto do Luís, ficámos todos a conhecer melhor a história deste padrão, delicado e muito bonito, que muitas fábricas europeias acabaram por imitar.
    E como deve ficar linda uma mesa posta com o serviço Júpiter de Sacavém!
    Abraços

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    1. Maria Andrade, este serviço sobre uma toalha de damasco com arabescos em azul fica original e com interesse acrescido, pois coloca em evidência o desenho.
      Já experimentei com toalhas totalmente brancas, totalmente azuis, ou brancas com bordados em azul, de tonalidade creme, e até uma de damasco em tonalidades de vermelho ferrugem, mas aquela que mais me satisfaz é a de damasco trabalhado em tonalidades de azul.
      Vou fazendo estas experiências, mas confesso que nem sempre sou bem sucedido, por vezes é mesmo um desastre, como quando experimentei usar uma com rendas de cor levemente esverdeadas. O azul com o verde têm uma relação que, só em circunstâncias muito particulares, se conjugam.
      Manel

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  5. Manel

    Gostei do teu comentário, muito bem escrito e que completa e sistematiza alguma relfexão iniciada neste post e os comentários do Fábio.

    Também não vejo mal nenhum que os artistas que se sintam inclinados a enveradem por um percurso historicista, o possam fazer sem complexos, seja na pintura, na cerâmica ou na arquitectura. Sempre foi possível inovar na tradição. A Paula Rego é profundamente moderna e arrojada e no entanto há nela qualquer coisa de Goya ou Velasquez e usa o figurativo sem qualquer complexo.

    Talvez um século inteiro de artistas que romperam com todas as tradições, que inovam a cada tela, que façam, já se torne cansativo. Só me recordo do que os críticos diziam de um coreográfo de dança contemporânea " o seu ultimo espectáculo foi tão radicalmente inovador, que agora, para voltar a repetir tanta criatividade só lhe resta morrer no palco".

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  6. Maria Andrade

    De facto este serviço dinarquês foi extremamente popular na Europa, o que notável, pois a Dinamarca era e é um pequeno país, sem o prestígio artístico da França ou as grandes fábricas inglesas. É também muito curioso conhecermos o percurso das influências decorativas, que vai muito mais além da França e do Reino Unido.

    Beijos

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  7. A versão de Massarelos está mais conforme com o original, pois, tal como este, também possui dois eixos de simetria simultâneos, ao contrário do de Sacavém.
    Agradeço a informação da tua comentadora, pois vem completar mais o meu conhecimento sobre este motivo.
    Já agora, agradeceria o favor, se a tua comentadora me puder informar igualmente, se este motivo de Massarelos tem alguma denominação, ou se aparece anónimo, como tantos outros, pois não conhecia esta versão.
    Antecipadamente grato
    Manel

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  8. Não tinha reparado na marca antes, mas agora já me apercebi da marca, mas não consigo perceber o nome do motivo. Terei que tentar mais
    Manel

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  9. Manel

    A marca de Massarelos está muito esboborratada, mas julgo ler a palavra "Danish"? Será?

    Abraços

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  10. Luís e Manel, também eu fiquei intrigada com o nome deste motivo de Massarelos, que não se percebe nesta marca, e descobri que se trata do motivo DANIA, uma palavra com a mesma origem de Danmark, Dane, Danish...
    Manteve-se assim a referência ao nome mais conhecido deste motivo internacionalmente.
    Abraços

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  11. Só a Maria Andrade para descobrir este nome, que nem sequer me ocorreu!
    Com a sua vista, que vê mais além, e a sua perspicácia, foi possível descobrir naqueles borrões o nome da série criada por Massarelos!
    Um bem haja e muito obrigado
    Manel

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  12. A nossa Maria Andrade tem sempre um olho para decifrar estas charadas.

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  13. alguem interessados em comprar pratos de loiça da fabrica de sacavem pratos originais com num numeraçoes numero de serie , 2, 6, 7 , 4 preço a negociar pratos mais que 100 anos , quem se interessar entrar em contato numero 235713145 distrito de coimbra

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  14. Boa noite. Tenho um prato com o motivo Júpiter, com o carimbo aqui apresentado. A que data, aproximada, é que se pode atribuir o seu fabrico, uma vez que este carimbo é muito confuso :já que da marca da real fabrica de Sacavem á designação de Gilman & Cta, vão alguns anos?
    Obrigado, pela atenção prestada
    Célia Santos

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  15. Cará Célia

    Se o carimbo é igual ao da foto, provavelmente será também de 1896. Se gosta de faiança, recomendo-lhe a compra do livro "Dicionário de marcas e Faiança e porcelana portuguesa / Filomena Simas, Sónia Isidro. Lisboa estar Editora, 1996", muito embora esta obra que é muito boa não tenha todas as marcas. Espreite também o excelente blog "Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém", que tem muitas informações sobre esta fábrica e as suas marcas.

    Um abraço

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  16. Pessoalmente, acho o Júpiter de Sacavém mais bonito que o Danish blue. Tem patine e um friso dourado que o outro não tem. Se alguém souber onde posso encontrar pratos de sobremesa de Sacavém Júpiter, agradeço que me informe.

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    1. caro Anónimo

      O Danish Blue é porcelana e o Júpiter é faiança, logo o segundo ganha sempre mais patina que o segundo.

      Não sendo raro, O Júpiter não é das peças de Sacavém que mais aparece. No entanto, com paciência, nos sites de venda on-line e nas feiras de velharias poderá encontrar os pratos de sobremesa que lhe faltam.

      Abraço e obrigado pelo seu comentário

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  17. Bom dia! Encomendei on-line pratos de Sacavém Júpiter e recebo em casa os danish blue, Tenho reparado que aos danish blue, também chamam Sacavém Júpiter o que faz as maiores das confusões. Sempre que entro num antiquário a perguntar se têm, a maior parte das vezes, mostram-me o outro.

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  18. Caro Anónimo

    Alguns comerciantes de velharias são muito ignorantes e fazem as atribuições mais espantosas. Na sua boca, tudo o que é azul e branco é Miragaia, louça de Alcobaça do início do Século XX é José dos Reis, ou pior que isso, Pombalina e enfim, os disparates vão por aí fora. Enfim, nem todos os comerciantes de velharias são ignorantes e há gente cautelosa nas suas afirmações, mas há que ter sempre cautela como aqueles que tem muitas certezas.

    Experimente visitar as feiras de velharias, que agora se fazem pelo País todo. São divertidas, fazem-se bons negócios e ali vê as peças com os seus próprios olhos.

    Um abraço

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  19. Quando encomendar as peças, peça sempre fotografias das marcas!!

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  20. Muito obrigada!!!A partir de agora vou estar mais atenta.....

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