domingo, 17 de novembro de 2013

Um bordado dos finais do século XIX feito em Chaves

O bordado mede 53 x 54 cm. No final, apresenta a legenda Amor Felial, as abreviaturas de Sagrado Coração de Maria e o local de execução, Chaves
Há pouco tempo, a Maria Andrade apresentou no seu blog, um mostruário de bordados em ponto de cruz e achei que era de todo o interesse apresentar aqui, uma variante desse tipo de trabalho, que esteve muito em voga entre as meninas de família, nos séculos XVIII e XIX e julgo que ainda no início do século XX, por toda a Europa e nas Américas.
O bordado foi feito pela minha bisavó
Estes mostruários são conhecidos pelo termo inglês, samplers, que vem do francês exemplaire. Na sua origem, no século XVI, foram repositórios de motivos decorativos, representando animais, frutos, flores ou letras ou ainda de diferentes tipos de pontos. Como na época, não existiam revistas de modas e bordados, onde as senhoras se pudessem inspirar para fazer novos trabalhos, precisavam de um pano onde pudessem registar todo o tipo de pontos e decorações, que iam aprendendo com as amigas, de modo a utiliza-los em futuros lavores. Estes primitivos samplers eram normalmente longas tiras de tecido, integralmente preenchidas com padrões bordados, pois os tecidos eram caros e convinha não desperdiçar. Eram peças muito valorizadas e passavam de mães para filhas e eram pois uma espécie de livro de exemplos de bordados.

Com a generalização da imprensa, os livros e revistas de bordados começaram a ser mais acessíveis a todas as senhoras e no século XIX, os samplers já eram mais um exercício de virtuosismo de meninas de boas famílias, que aprendiam simultaneamente a bordar e as letras do alfabeto.
Claro mantinham ainda a função de repositório de pontos, como se pode ver no exemplar feito pela minha Bisavô, que apresenta vários tipos de caligrafia, que certamente foram usados como modelos para marcar lençóis, toalhas de mesa e sacas de guardanapos. Como muitos ainda saberão, no passado era vulgar as meninas bordarem as suas iniciais nas peças do enxoval que iam confecionando antes de casarem. Assim as suas peças não se misturavam com as das suas irmãs casadoiras, além de que, como existia o hábito de mandar lavar a roupa fora, no rio, às lavadeiras, não haveria trocas com a roupa de outras clientes e nem se perdiam as preciosas sacas de guardanapo ou fronhas..
O bordado está datado, 1891
Esta peça que hoje apresento tem um valor acrescido. Conhecemos o nome do seu autor, que foi a minha bisavó paterna, Ana Maria da Conceição de Morais Alves (1881-1974), está datada de 1891 e indica ainda o local da sua realização, a cidade de Chaves. A minha bisavô terá feito este bordado em ponto de cruz, com 9 ou 10 anos, mostrando assim os seus dotes de menina bem comportada

Nas últimas linhas, lê-se ainda "Amor Felial", e as abreviaturas de "Sagrado Coração de Maria". Este bordado é muito semelhante aqueles que se encontram nos samplers dos países anglo-saxónicos, onde além dos abecedários, existe sempre um dito de natureza moral moral ou religiosa.


Este trabalho está emoldurado, pendurado na sala de jantar de casa do meu pai e sempre que lá como em casa, sinto um pouco a presença da menina que o bordou há 122 anos atrás. 
Fontes:
O grande livro das antiguidades. Rebo International, 2002

31 comentários:

  1. Muito bonito! Não tenho nada parecido mas tenho, também emoldurados, belos naperons de renda (julgo que de 5 agulhas) que eram da minha mãe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cara Luisa.

      Talvez a fotografia não tenha transmitido bem impacto deste bordado que tem 54 cm de largura e 51 de altura. É uma peça realmente bonita e que nos faz pensar numa menina nos finais do Século XIX, que passaria as tardes a bordar, encerrada em casa. julgo que as mulheres treinariam nestes trabalhos a paciência e a resignação necessárias para se sujeitarem aos seus futuros maridos.

      Um abraço

      Eliminar
  2. Luís,

    Que maravilha este seu post. O seu pai teve muito bom gosto ao preservar para as futuras gerações esse pedacinho de tecido. As letras ao estilo gótico são as minhas preferidas.
    Confesso que, depois do post da Maria Andrade, andava em pulgas para que publicasse esse sampler da sua bisavó. A curiosidade feminina é terrível! ;)
    Os enxovais das minhas avós e bisavós tinham os famigerados monogramas bordados nas peças. Gosto especialmente dos que surgiam ao fundo dos lençóis, ou nas toalhas de rosto. Estes últimos eram normalmente muito trabalhados. Tenho também uns almofadões de cama que eram da minha avó paterna, os quais considero uma obra de arte, já que apresentam baínhas abertas muito trabalhadas, e o centro é todo em richelieu. Imagine que aos cantos dessas baínhas surgem vieiras, ou seja, um trabalho de paciência, minúcia,arte e engenho, muitas vezes executado à luz das candeias de azeite. Outros tempos, outras gentes, tempos que corriam bem mais devagar, e sem o stress que vivemos actualmente.
    Ah, não posso deixar de lhe dizer que se me afigura que o Luís tem algumas semelhanças fisionómicas com a sua bisavó. Um rosto bem delineado,sereno,e um sorriso franco.


    Beijinho


    Alexandra Roldão

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Alexandra.

      Julgo que estas artes ditas femininas ainda não estarão suficientemente valorizadas. Talvez porque até há bem pouco tempo havia tantas senhoras que as sabiam fazer.

      Em todo o caso, são peças com uma enorme minúcia, que exigiam um virtuosismo técnico, que a nós nos espanta. Representam horas de trabalho incalculáveis e intriga-me sempre o que pensariam estas mulheres enquanto os faziam. Talvez não pensassem muito. Afinal de contas o objectivo de ter as mãos ocupadas era o de evitarem terem maus pensamentos. Em todo o caso, este mundo dos bordados e rendas é qualquer coisa que me intriga. Se eu fosse romancista, e escrevesse um livro do século XIX, tentaria apanhar os pensamentos destas mulheres que elaboravam bordados e rendas extremamente complicados.

      Bjos

      Um abraço

      Eliminar
  3. Que beleza! E feitos por sua avó com 9, 10 anos!!!!Era prendadíssima!!! Vi os panos de amostras do blog de Maria Andrade e são lindos realmente.Eu tenho dois panos de amostras de panos de cruz ambos dos anos 30.Uma hora dessas posto no blog antiguinho. Aqui em Salvador teve uma exposição de bordados antigos no Museu de Arte da Bahia e havia panos de amostras de ponto cruz imensos, parecendo toalhas!! Abraços!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Jorge Muito obrigado. Sei que no Brasil há também uma belíssima tradição de bordados e rendas e irei estar atento ao seu blog.

      Um abraço

      Eliminar
  4. Caro Luís,

    Encantador..É a imagem destas Avós que fica gravada para sempre no mais íntimo do nosso ser e nos inspira e move para as mais nobres virtudes.
    Outeiro Seco é uma fonte e um manancial de histórias instrutivas e plenas de interesse para a comunidade local e para a memória de Portugal e que urge preservar para todos.

    Um Abraço,
    Sandro CM

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Sandro

      Muito obrigado pelo seu comentário tão simpático. Nos Estados Unidos estes samplers são muitíssimos procurados nos mercados de velharias e atingem preços muito altos, sobretudo quando estão datados e assinados. Aqui o interesse acrescido deste bordado é que é uma peça de família, conhecemos a data, a autora e o local de execução. Presumo que tenha sido executada na casa da Madalena, que os Alves tinham em Chaves e que depois do casamento a minha bisavó o levou para Outeiro Seco. É uma peça com toda uma história, que quis trazer para aqui, até porque haverá muita gente que tem estes samplers em casa e não conhecerá o seu valor, nem a sua função.

      Um abraço

      Eliminar
  5. Luís,
    Uma história bonita da sua bisavó. Estes bordados são pequenas maravilhas. Não tenho grande aptidão para eles por isso valorizo quem os executa: pelo tempo gasto, pela sensibilidade, pela espera, pelo que se aprendia através deles.
    Abraço. :))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ana

      Muito obrigado pelo seu comentário. Como homem, que só aprendi um único ponto em toda a minha vida, sinto sempre um profunda admiração por estas maravilhas da agulha.

      Abraço

      Eliminar
  6. Luís
    Uma preciosidade! A paciência e o desvelo que era necessário, com uma idade em que só apetece brincar, para bordar letras e desenhos. Um verdadeiro documento histórico, que nos reporta à sociedade dos finais do século XIX. As meninas em casa, quais fadas do lar, aprendiam como iriam gerir a sua futura casa. Nesses ensinamentos, pelo exemplo, estavam os verdadeiros manuais de civilidade.
    Um abraço
    if

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cara If.

      Sábias palavras as suas. Julgo que as meninas da idade da minha bisavó, não iriam à escola, aprendiam a ler e a escrever em casa, algum francês, música (a minha bisavó sabia solfejo) e muitos bordados, renda e alguma costura. A paciência desenvolvida com estes bordados certamente as treinaria para suportarem os casamentos, a tirania dos maridos e os partos sucessivos.

      Um abraço

      Eliminar
  7. Luís, é uma peça lindíssima e adorei o post!
    Mas para além da beleza e do bom estado de conservação do bordado, torna-se importante por ser português, por estar datado e se conhecer a proveniência.
    Vi muitos samplers sobretudo ingleses e americanos, como são os da obra que refere, mas não conhecia nenhum português tão elaborado, não só com os vários abecedários, mas também com o ternurento “Amor felial” e com a palavra “Chaves” tão bem bordada. Até achava que por cá, apesar de tanta dedicação às artes da agulha que sempre foi apanágio das nossas mulheres, não teria havido grande produção deste tipo de trabalhos.
    A verdade é que nunca foram valorizados para além do espaço doméstico feminino e só assim se explica que quase não surjam nas coleções dos nossos museus. Eu própria salvei um mostruário de pontos que a minha mãe bordou todo a branco, quando andou a aprender a bordar à máquina, mas que andava desprezado lá por casa, misturado com restos de tecidos.
    Mal imaginava essa menina, que veio a ser a sua bisavó, como o bonito trabalho que laboriosamente executou viria a ser uma referência familiar, justamente apreciado e valorizado, mais de cem anos depois!
    Pode ser que a partir destas amostragens outros exemplares apareçam noutros blogues...
    Beijos

    ResponderEliminar
  8. Maria Andrade

    Julgo que haverá muitos mais bordados destes em Portugal. Não creio que a minha bisavó tenha tido uma educação especial para a época, como por um exemplo uma perceptora inglesa. Também não ficou na memória de quem ainda a recorda como uma mulher excêntrica. Portanto, faria o que as outras meninas faziam na sua época e certamente estes abecedários estavam na moda entre as famílias do seu meio.

    Julgo que aqui em Portugal não ligamos nada aos bordados e rendas. Na Feira-da-ladra vendem-se ao pontapé. As próprias mulheres de hoje em dia associarão talvez estes trabalhos a um modo de vida, a um tempo em que o sexo feminino estava numa posição desvantajosa.

    Enfim, julgo que haverá muitos mais desses bordados esquecidos nas casas portuguesas, pois as pessoas não conhecem o preço com que se vendem na América ou no Reino Unido e mais do que isso, nem se apercebem, que são um testemunho muito interessante da história das mulheres.

    Bjos

    ResponderEliminar
  9. Esta tua bisavó era muito bonita!
    Também a sua obra o é. Gosto muito deste pequeno mostruário de desenhos, que serve igualmente de documento para dar conta da forma como se instruíam as crianças dentro do lar, posto que, por tradição, ao sexo feminino não lhe era dado grande lugar à instrução e muito menos acesso à erudição, considerada até algo a evitar pela sociedade patriarcal vigente.
    No entanto estas obram tocam-me de perto pela mistura de candura e graça que me deixam intuir.
    Será que o SM na última linha estará relacionado com as iniciais de qualquer petit nom da tua bisavó?
    Muito bonita esta tua homenagem
    Manel

    ResponderEliminar
  10. Manel

    Nas últimas linhas, lê-se "Amor Felial", e as abreviaturas de "Sagrado Coração de Maria". No fundo este bordado é muito semelhante aqueles que se encontram nos samplers dos países anglo-saxónicos, onde além dos abecedários, se existe sempre um dito moral ou religioso.

    Abraço

    ResponderEliminar
  11. Luís
    Que lindo post! Pela beleza do bordado e pela ternura que se percebe, com que evoca a memória da sua bisavó.Conheço a versão moderna destes bordados que aparecem nas mais variadas revistas do género.. Claro que agora com uma função meramente decorativa, mas desconhecia que a sua origem estava nestes "samplers" No antigo Magistéro Primário de Luanda ( e creio que em todos os outros) as alunas organizavam um álbum de lavores, com várias amostras de pontos de bordado e pasme-se, até com a de algumas peças de roupa! Eram cadernos cuidadosamente decorados, onde eram coladas as amostras e as respetivas explicações de como executar tais pontos.Curioso como a pedagogia se vai adaptando à realidade de cada época.
    Bjs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Maria Paula

      Com efeito, este bordado é uma forma de recordar a minha bisavó, de que ainda me lembro bem. Morreu com uma idade avançada e era uma velhinha muito distinta, com um ar muito suave, como vemos na fotografia. Já aqui falei no culto das relíquias e de como as pessoas acreditavam, que um osso ou um fragmento de tecido manifestavam a presença de um santo. Os objectos herdados tem de certa forma a mesma capacidade das relíquias, trazem-nos de repente à memória recordações que já estavam esquecidas. Por exemplo, lembrei-me agora de que sempre que íamos a casa da minha bisavó, ela levantava-se sempre, ainda que a custo e ia buscar a caixa das bolachas e perguntava-nos sempre: "Quereis uma bolachinha?"

      Bjos

      Eliminar
  12. Maria Paula, fazia-se mais que isto. As alunas fabricavam um conjunto de roupas destinadas a uma criança recém nascida de origens humildes, que serviria como "enxoval" dela, enquanto os rapazes executavam uma espécie de berço; digo "uma espécie" porque o construído pela minha turma, à época, foi muito mal construído. Creio mesmo que até era algo perigoso, permitindo que uma criança recém nascida pudesse enfiar a cabeça entre o colchão e a grade envolvente, podendo mesmo asfixiá-la.
    O enxoval tratava-se de um conjunto muito mal pensado, pois referia-se a tecidos até algo fortes (mais adaptados a Portugal continental, e que no clima de Moçambique eram completamente desadequados) cheio de bordados (as meninas tinham de mostrar o seu virtuosismo, se bem que as peças eram executadas em grande parte, quer pelas mestras, quer pelas mães das meninas), mas com dimensões tais que, numa ou duas semanas, já não serviam à criança.
    Enfim, mostrava um certo espírito de caridade própria da época. Pena que mostrasse pouca adequação às situações em causa.
    Manel

    ResponderEliminar
  13. Manel

    Eu como fiz o liceu todo a seguir ao 25 de Abril, nunca aprendi nada que fosse prático. Tive dúzias de cadeiras de "introdução a". Era introdução à economia, às ciências sociais, ao direito, às relações públicas, à contabilidade, à sociologia e a sei lá que mais coisas foi introduzido.

    Pessoalmente, ter-me-ia dado jeito ter aprendido umas coisas de costura, usar um berbequim ou alguma culinária.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  14. Boa noite!Interessantes informações e conhecimento que vou sorvendo do seu blog.Não poderia deixar passar este tema sem perguntar qual o conhecimento que tem do trabalho manual executado com missangas a par dos bordados.Possuo uma tela em missangas que personifica Napoleão de Bonaparte, executada em missangas por minha tia-avó de minha avó no ano de 1852, com as suas iniciais M.A.T.(Maria Assunção Tello).Penso que seria uma variante das senhoras naquele tempo em que o tempo passava mais devagar e por isso mesmo vivido se calhar de uma forma mais sentida,mais entruncada no âmago das pessoas e do seu quotidiano.Também partilho a paixão pelas "coisas antigas", pela família e meus antepassados.Os meus melhores cumprimentos Nuno Couceiro da Costa

    ResponderEliminar
  15. Caro Nuno Couceiro da Costa

    Fiquei muito contente com as suas palavras.

    Na verdade, sei muito pouco sobre rendas e bordados. Só há pouco tempo, por motivos profissionais comecei a olhar estes trabalhos ditos femininos de forma atenta e descobri um mundo. Aliás, este foi o primeiro post em que me aventurei nessa matéria.

    Há dúzia de pontos e formas de bordar. A criatividade feminina não teve limites. Experimente talvez pesquisar no Google por "broderie perlée". Em França existiram os célebres bordados de Luneville com missangas e lantejoulas. Mas em todo o caso, a tradição dos bordados em França é enorme, pois foi e é o País das indústrias de luxo e deve haver muitas técnicas diferentes. Enfim, refiro, a França, porque é o centro de todas as modas na Europa do século XIX e talvez essa sua antepassada tenha se inspirado em algum figurino de origem francesa. Também por cá, as nossas monjas eram exímias na arte de bordar.

    Faça várias pesquisas e não desista, pois esse bordado, que tem parece ser uma coisa muito curiosa.

    Um abraço e lamento não poder dar-lhe uma ajuda

    ResponderEliminar
  16. Olá Luís!
    como de costume, gostei imenso do post e, como referes, estes objetos e os respetivos comentários têm o condão de nos lembrar antigos episódios familiares. Eu própria fui "obrigada", pela minha mãe, a aprender a bordar e tricotar. Que me lembre, só devo ter ftricotado cachecóis e poucas camisolas. Quanto aos bordados... só fiz uns panos para emoldurar de cada vez que as minhas sobrinhas nasceram! Em relação ao álbum que a Maria Paula refere, recordo perfeitamente o que a minha mãe fez no Magistério Primário de Lisboa: destinava-se a ser uma espécie de mostruário pois seriam estas futuras professoras "primárias" que iriam ensinar as meninas até à 4ª classe. Essas peças não teriam mais de 15 cm e foram o "enxoval" de algumas das minhas bonecas. Bjs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cara Luisa

      É curioso que através da leitura de todos estes comentários me apercebi que afinal os mostruários de bordados ou samplers persistiram até quase aos dias de hoje.

      Bjos

      Eliminar
  17. Muito interessante este post,que nos faz recordar tempos idos.Este mundo de rendas e bordados manuais,tem muito que se lhe diga.Merecia,sem dúvida ser mais explorado.Tambem eu ao ler o post do Luís ,me lembrei de imediato do meu álbum do Magistério.Alem dos diversos pontos que se aprendiam o meu continha também um mini enxoval de bébé,todo feito à mão com rendas e bordados brancos em opal finíssimo.Confesso ,que nem sei onde ele para.Veja a importância que as pessoas quando são novas dão ao que fazem.Só quando chegam a uma certa idade é que começam a valorizar o passado.Quero agradecer ao Luís e amigos,que com os seus posts,nos têm incentivado a não esquecer as coisas belas que se faziam antigamente.Cumprimentos,Graciete

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cara Graciete

      Muito obrigado!!

      Tentar compreender este mundo dos bordados e das rendas é como encontrar uma chave para descobrir o mundo nas nossas avós, bisavós ou trisavós. Herdámos bordados, naperons e toalhas de rendas de que já não sabemos a utilidade, o valor ou em que pontos foram feitos e em que materiais.

      Um abraço

      Eliminar
  18. O Velho Portugal com suas maravilhas:
    Louças de todo tipo e bordados
    dos mais intrincados
    e quando feitos pela vovó querida
    é uma riqueza ninguém duvida...

    Obrigado por partilhar este pedacinho de várias vidas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Amarildo

      Muito obrigado pelas palavras tão simpáticas.

      Um abraço

      Eliminar
  19. Olá, Luís. Coloquei hoje no meu blog http://antiguinho.blogspot.com as fotos dos panos de amostras de ponto cruz. Abraços.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Jorge

      Fui ver o seu blog e fiquei encantado. Nunca tinha pensando que o uso destes mostruários de bordados tivesse persistido até tão tarde.

      Um abraço

      Eliminar
  20. Obrigado pela visita! O seu blog e o de Maria Andrade são os que eu mais visito aí de Portugal. Tenho uma relação muito forte com Portugal, todos os brasileiros têm, afinal, mas os meus bisavós paternos eram de de Marinha Grande, Leiria e vieram pra cá no início do séc. XX. Meu avô, Jacinto Barosa é da família de vidreiros de lá. Não sabemos porque resolveu vir para os "trópicos" junto com a mulher Guilhermina. Nunca mais voltaram e nem sabemos se se comunicavam com parentes...Aqui no Brasil meu bisavô trabalhou como operário vidreiro. Viveram sempre modestamente e morreram e no Rio de Janeiro. Cheguei a conhecê-los, eram umas santas criaturas, calmas...É isso. Devo ir à Portugal ano que vem e irei conhecer Marinha Grande e ver os "cacos de vidro"-acho que já não dará mais para juntá-los! - do passado de meus queridos bisavós. Abraços.

    ResponderEliminar