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| A casa de Souto Covo em Vinhais |
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| O caderno de memórias do meu bisavô Clemente da Ressurreição Morais, Descreve o sogro, Francisco Germanos Pires como um homem austero e de uma forma em que é evidente, que pouco simpatizava com ele. |
Recentemente, a minha irmã fez o favor de me entregar um conjunto de documentos antigos da família e ao folheá-los percebi que quase todos, dizem respeito a este trisavô de o qual sabíamos tão pouco e são títulos de compras de terras ou casas, pagamentos de contribuições e ainda testamentos. Tratei de os inventariar ao mesmo tempo que tempo que fazia o levantamento no Arquivo distrital de Bragança, dos nascimentos, óbitos e casamento de Vinhais deste meu antepassado e dos seus próximos.
Comecei pelo seu assento de óbito. Francisco Germano Pires morreu a 16 de Outubro de 1899, na casa da Rua de Cima, em Vinhais, com 86 anos. Era filho de José Joaquim Pires e Luísa Angélica e viúvo de Maria do Carmo Rodrigues. Fez testamento e deixou uma filha, isto é, a minha bisavó Maria da Graça Pires, sua bastarda. O documento permitiu-me saber ainda o nome da tal viúva rica com quem casou, Maria do Camo Rodrigues!
Segundo os dados deste registo, de 1899, o Francisco Germano Pires, tinha 86 anos quando faleceu, portanto terá nascido por volta de 1813. Contudo os arquivos paroquiais de Vinhais estão muito incompletos entre a segunda metade do século XVIII e a primeira metade do Século XIX. O livro de baptismos para época em que o meu antepassado nasceu não existe pura e simplesmente. Só a partir de 1815 é que há dados e nestes encontrei os assentos de nascimentos dos seus irmãos mais novos, o António Augusto (3.8.1815), o Manuel Maria Pires (28.7-1822), o Jacinto António Pires (9.12.1824) e ainda a Umbelina de Jesus (11.7.1828).
Da sua leitura, consegui apurar o nome dos avôs de Francisco Germano, era neto paterno de Matias Pires e Joana Teresa, o primeiro natural de Paçó e a segunda de Revelhe e materno de Francisco José de Morais, natural de Vinhais e de Catarina Afonso, de Paçó. Não consigo deduzir nada sobre a sua condição social, pois não foram indicadas as profissões. Obviamente que não eram fidalgos, pois não tinham apelidos sonantes, nem os nomes são antecedidos de Dom ou Dona. Seriam talvez modestos lavradores, como quase todos os habitantes da zona. Os padrinhos desta irmandade foram também gente com apelidos banais, com exceção dos do irmão António Augusto, cujo padrinho foi Simão da Costa Pessoa e a madrinha Ana Genebra Costa Pessoa. Mais tarde, este Simão esteve ligado à causa Liberal e veio a ser o primeiro conde de Vinhais em 1847. Talvez existisse qualquer relação de dependência entre estes modestos Pires e os Costa Pessoa. O meu quarto avô, José Joaquim Pires poderia ter sido feitor ou caseiro dessa família, mas é certo é que o António Augusto fez-se padre em Bragança em 1842 e talvez os seus Padrinhos tivessem custeado as despesas.
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| Testamento de Maria do Carmo Rodrigues, datado de 15-10-1849. A primeira folha |
Mas voltando a Francisco Germano Pires, encontrei o testamento da sua mulher, Maria do Carmo Rodrigues, datado de 15-10-1849, mas aberto em 10 de abril de 1851. Este documento confirma inequivocamente que os dois foram casados e que a Senhora era muito abastada. Para o cumprimento dos seus legados pios deixou a soma de 480.000 réis, que na época daria para comprar uma casa e ainda uma boa e grande propriedade, pelo menos ali na região e comtemplou generosamente, sobrinhos e a afilhadas. Deixou a estes uma quantia total de 460.000 mil réis, mas o seu único e universal herdeiro foi seu marido Francisco Germano Pires. Contudo, a maior surpresa deste documento foi na parte dos legados pios, em que a Senhora Dona Maria do Carmo, deixou vinte missas pelas almas dos seus dois maridos! Portanto, além do Hilário, de quem eu já conhecia a existência, Maria do Carmo teve mais outro marido. No total casou três vezes.
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| Maria do Carmo deixou vinte missas pelas almas dos seus dois maridos! |
A Maria do Carmo Rodrigues morreu em Vinhais a 10 de Abril de 1851, com a idade de 60 anos pouco mais ou menos. Os livros de baptismo para esta época desapareceram, mas terá nascido por volta de 1791. A senhora era cerca de 17 anos mais velha que o meu trisavô, o Francisco Germano Pires e deste matrimónio não houve descendentes.
Agora, tinha que voltar atrás e descobrir sobre os dois anteriores maridos da Senhora Dona Maria do Carmo, mas como já referi anteriormente para esta época não existem livros paroquiais e tive que inferir datas a partir das escrituras e documentos notariais
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| Testamento de Hilário Gomes de 30 de Janeiro de 1817. Hilário Gomes pede para que após a sua morte sejam rezadas cinco missas pela alma da sua mulher Ana Maria |
Encontrei o testamento de Hilário Gomes de 30 de Janeiro de 1817 em que legou os seus bens à sua mulher, Maria do Carmo Rodrigues, fazendo-a também sua testamenteira, bem como o seu sogro João António Rodrigues da Vila de Vinhais. Contudo nos legados pios de Hilário Gomes pede para que após a sua morte sejam rezadas cinco missas pela alma da sua mulher Ana Maria. Portanto, Hilário Gomes casou duas vezes, primeiro com a Ana Maria e depois com a Maria do Carmo.
Tenho um documento de uma venda de uma terra no sítio da Tulina, que José Gonçalves da Silva, viúvo, do bairro do Carvalhal fez a Hilário Gomes e sua mulher a 24 de Dezembro de 1806, ambos da vila de Vinhais, mas que não identifica inequivocamente o nome da mulher.
O nome de Maria do Carmo só é expresso inequivocamente em 6 de Abril de 1812, numa venda que fizeram João Rodrigues e sua mulher Catarina Fernandes, do bairro do Carvalhal, de um souto de Castanheiros no limite desse bairro a Hilário Gomes e sua mulher, Maria do Carmo desta vila. Poderei talvez presumir que em 1806 Hilário Gomes estava ainda casado com a Ana Maria, mas em 1812 já tinha enviuvado e casado com a Maria do Carmo Rodrigues.
De 22 de Novembro de 1836 encontrei um treslado do codicilo do testamento, que fez Hilário Gomes a 6 de Outubro de 1836 na sua casa de Vinhais, achando-se doente na cama. Nesse documento, a herdeira universal foi novamente a sua mulher Maria do Carmo Rodrigues e nomeada sua testamenteira e na falta dela António Alves Nunes de Prada, ao qual também deixa também alguns bens.,
Hilário Gomes terá morrido um pouco antes da data em alguém solicitou a treslado do codicilo, enfim, para simplificar a coisa, finou-se em Novembro de 1836.
Maria do Carmo Rodrigues voltou a casar, não sei a data exacta, mas a 20 de Abril de 1844 comprou em conjunto com o seu segundo marido, António Alves Nunes, uma casa na rua de Cima, em Vinhais a José de Sousa e sua mulher Teresa Leonarda do Julgado de Torre de Dona Chama e assistentes na vila de Vinhais. Creio que este marido será o mesmo individuo, citado no testamento de Hilário Gomes de 1836, António Alves Nunes de Prada. Prada poderá ser a referência à sua terra de origem, a aldeia de Prada a Nordeste de Vinhais.
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| Maria do Carmo Rodrigues a 20 de Abril de 1844 comprou em conjunto com o seu segundo marido, António Alves Nunes, uma casa na rua de Cima |
Encontrei o assento de óbito de António Alvares Nunes em 22 de Fevereiro de 1845 nos livros de óbitos de Vinhais, mas não estou seguro que seja a mesma pessoa. Alves é muitas vezes a abreviatura de Alvares, o senhor em causa era também viúvo, mas não refere o nome da mulher.
E com efeito a partir da data acima referida, Maria do Carmo Rodrigues passou a comprar terrenos apenas em seu nome: a 16 de Novembro de 1845, um lameiro, terra e árvores a João Borges e sua mulher de Paço; em 14 de Janeiro de 1847 uma vinha no limite da Ermida a João e sua mulher Teresa e finalmente e na mesma data um lameiro e terra contígua no sítio de Souto Covo limite desta vila a Manuel Bento Gomes e sua mulher Maria Joaquina. Pelos valores que gastou na compra destas terras, 192.000 pela primeira, 16.000 réis pela segunda e 350.000 réis pela propriedade de Souto Covo, num total 558 mil réis em metal sonante percebemos que esta era uma mulher rica, pelo menos em termos das terras frias de Vinhais, em que a pequena propriedade é dominante.
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| Escritura de compra da propriedade de Souto Covo em 1847 |
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| O terreno de Souto Covo havia sido dado aos vendedores em vida de António Alves Nunes, o segundo Marido de Maria do Carmo e confinava com terras que já eram desta Senhora |
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| Genealogia de Francisco Germano Pires |
Depois da morte de Maria do Carmo a 10 de Abril de 1851 o meu trisavô que foi o seu herdeiro universal continuou a comprar terrenos até 1895, quase à data da sua morte em 1899. Adquiriu um total de 50 propriedades no valor de 1 529 250 réis, isto é, cerca de um conto e quinhentos. Foram lameiros, soutos, terras de semeadura de centeio, alguma vinha e ainda cortinhas, regionalismo usado para designar uma horta de maior extensão, junto a uma casa, ou cercada por muros e sobre o comprido. Naturalmente não foi tudo comprado com o dinheiro da viúva. Seria um homem económico, que com os rendimentos da castanha, do centeio e ainda da venda das vacas, que engordavam a olhos vistos naqueles lameiros sempre verdes foi adquirindo mais e mais, porque a terra era o bem mais precioso naquela época. Quando se plantava um castanheiro, não se pensava no lucro imediato, mas no bem-estar económico de gerações e gerações durante séculos. Francisco Germano Pires adquiriu todas estas terras nas cercanias da vila de Vinhais, em terrenos hoje urbanizados como o Carvalhal, a Ucha, a Corujeira, o Bairro do Campo da Vila ou em aldeias próximas como Lagarelhos, Ermida, Rio de Fornos, Ousilhão, Santalha ou Paçó. Vinhais era e é um território muitíssimo isolado no meio de grandes montanhas e o único meio de transporte de mercadorias agrícolas naquele tempo era o burro, que permitia aceder a terras em encostas quase a pique por trilhos à beira de penhascos. A única vez que montei um burro foi para ir a uma terra certamente comprada por este meu antepassado, a seguir à Ermida a caminho de Armoriz e apesar de o animal ser conduzido por um criado da casa tive um medo louco e viajei agarrado ao meu irmão e muitas vezes de olhos fechados para não olhar para os precipícios. Mas nesse terreno, que se estendia num plano inclinadíssimo comi o melhor pêssego da minha vida, de cujo sabor ainda me recordo Essas terras que estavam no fundo do vale eram mais quentes e permitiam o cultivo de espécies mais friorentas, como a oliveira, a vinha ou árvores de fruto como os pessegueiros.
Quanto a todas estas terras que o meu antepassado comprou é impossível saber as dimensões. Nestas escrituras não se indicavam os hectares. Embora o sistema métrico decimal já tivesse sido adoptado por decreto em 1859 no nosso País, estes transmontanos estavam-se nas tintas para tais modernices do governo de Lisboa. Só nas terras de semeadura indicam uma unidade de medida, o alqueire. Os terrenos que Francisco Germano Pires comprava levavam em média dois alqueires de semeadura de centeio, por vezes só um e ainda há um caso de uma terra que apenas levava duas tigelas de pão. Nesta época o alqueire variava de região para região. Em Trás-os-Montes andaria pelos 19 litros e a conversão é quase impossível fazer para o sistema métrico. Um alqueire eram 19 litros de sementes necessárias para semear um terreno. Para os soutos, lameiros ou cortinhas estes documentos de compra não apresentavam unidade nenhuma de medida. Através dos valores de venda ou descrições percebo que eram terras pequenas, pois Francisco Germano Pires comprava dois ou três castanheiros com o seu terrado, um bocado de vinha ou várias sortes de terra ou uma sorte de Lameiro. Por vezes adquiria um souto ou um lameiro inteiro. Creio até que os lameiros seriam os terrenos mais valorizados. Em 2 de Fevereiro de 1851 Francisco Germano Pires pagou de contribuição 21.000 réis por uma permuta de terra que fez com João Borges e sua mulher de Paçó, de um Lameiro por outro, em que houve de excedente em dinheiro a quantia de 200.000 réis. Em 17 de Dezembro de 1863 o meu antepassado pagou a 156.500 réis a José Fernandes por um lameiro no sítio da Veiga, limite de Lagarelhos.
Mas estas compras de pequenas parcelas de terra obedeciam a um padrão. Lendo com alguma atenção os textos das escrituras, em que se descrevem os limites da propriedade, a nascente confinava com a terra de beltrano e a poente com o lameiro de sicrano, normalmente a terra em questão pegava com uma propriedade, que já era do comprador. Francisco Germano Pires tentava acrescentar as terras que já tinha, comprando as que estavam ao lado de modo a formar conjuntos maiores e fugir às inconveniências do minifúndio.
Na tradição familiar, este meu trisavô ficou com fama de agiota. Contudo nestes cerca de 80 documentos, que tratei, só quatro dizem respeito a essa actividade de emprestar dinheiro a juros, dois de 1888, um de 1899 e ainda outro de 1891, casos que não chegam para fazer dele usurário.
Mas Francisco Germano Pires herdou e também comprou casas, todas no mesmo sítio, a Rua de Cima em Vinhais.
Em 20 de Abril de 1844, Maria do Carmo Rodrigues e o seu marido de então, o António Alves Nunes compraram uma casa na Rua de Cima 38.400 réis a José de Sousa e sua mulher Teresa Leonarda do Julgado de Torre de Dona Chama, que tinham da sua tia Isabel Rodrigues e que confinava com uma parte do comprador. Em 13 de Maio de 1857, Francisco Germano Pires comprou a Francisco António de Sousa e sua mulher Cândida Ludovina a casa, que tinham na rua de Cima por 30.000 réis. Em 14 de agosto de 1864, o meu antepassado comprou a João Baptista Gomes por 40.000 réis uma casa na rua de cima, a qual posta com o mesmo comprador na rua pública. No ano a seguir a 11 de Abril Francisco Germano Pires comprou a Francisco António de Sousa e sua mulher Cândida Ludovina a metade da casa de habitação, sita na rua de Cima, a qual parte com uns prédios de Francisco Germano Pires por 30.000 réis. Finalmente 21 de Novembro de 1876, o meu trisavô comprou por 40.000 reis uma casa na Rua de Cima a Delfina Rita Pires recolhida no Convento de Santa Clara de Vinhais. É certo que nesta época numa terra pequena como Vinhais não se usavam números de polícia para identificar as casas, mas a ideia que fiquei é que se trata da grande casa da rua de Cima onde os meus bisavôs viveram, onde nasceu a minha avó, a minha mãe e os seus irmãos e onde morreu o próprio Francisco Germano de Morais em 1899. Visitei essa casa em adolescente, que servia de armazém ao estabelecimento comercial de um tio e tenho uma ideia vaga do seu interior vetusto, mas olhando com atenção para ela no street view, percebe-se que é uma construção orgânica, que foi crescendo, dividida e novamente junta.
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| A Casa da Rua de Cima. Olhando com atenção para ela no street view, percebe-se que é uma construção orgânica, que foi crescendo, dividida e novamente junta |
Depois da leitura desta documentação apercebi-me que este antepassado, o Francisco Germano Pires foi muito mais importante do que pensávamos e que grande parte das propriedades da família foi adquirida por ele ou herdadas da sua mulher e dos maridos desta. Depois da sua morte, a sua filha bastarda, minha bisavó Maria da Graça Pires de Morais terá recebido em testamento a maioria dos seus bens e esta senhora, que nós considerávamos a pobre enjeitadinha, criada num recolhimento para raparigas pobres é que afinal era rica, em vez do marido, o Clemente da Ressurreição Morais.
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| Maria da Graça Pires foi criada no Recolhimento das Oblatas da Mofreita, casa destinada a raparigas pobres. A minha bisavó é umas das recolhidas mas não a conseguimos identificar |
Com efeito, do Francisco Germano Pires herdámos a casa de família mais antiga da Rua de Cima e sobretudo a grande propriedade de Souto Covo, onde nos anos 30 do século XX os meus avôs mandaram construir uma casa, que durante quase 4 gerações foi a moradia dos Morais e casa de férias inesquecível, a qual estou ligado por um sentimento tão forte, que só perderei quando morrer.
Agora se o Francisco Germano Pires casou por interesse com a viúva rica, a Maria do Carmo Rodrigues, não tenho cartas ou diários, que tivessem sobrevivido para responder a essa questão. Talvez tenha casado por dinheiro, mas também há homens que se sentem atraídos por mulheres mais velhas e mulheres, que gostam de rapazes e sobretudo todos procuramos fugir à solidão.
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| No propriedade comprada por Maria do Carmo Rodrigues em 14 de Janeiro de 1847 levantou-se a casa de família em 1934 |













Primo, adorei ler.
ResponderEliminarO nome Delfina Rita aparece nos “meus” de vinhais, do lado do meu pai , como madrinha mas acho que já vi em algum documento que seria irmã do meu trisavô de vinhais, António Pires.
Sem certeza alguma , vou tentar descobrir.
Vou enviar por email.
Bjinho