Comprei recentemente este prato de sobremesa da Copeland na feira de Estremoz. Na verdade, não pretendia compra-lo, mas o vendedor fez um preço conjunto irresistível para este pratinho e um prato de faiança portuguesa, no qual o meu amigo Manel estava interessado e lá voltamos para a casa os dois todos contentes, cada um com o seu prato na mão.
Este prato de faiança foi fabricado pela firma inglesa Copeland, cuja existência decorreu entre 1847 e 1970, muito embora a origem desta fábrica remonte à mítica Spode, comprada em 1833, pelos senhores William Taylor Copeland e Thomas Garrett. Em 1847 o Sr. Copeland tornou-se o único proprietário e a fábrica manteve-se com esse nome até 1970, altura em que retomou antigo e prestigiado nome Spode.
Este prato de faiança foi fabricado pela firma inglesa Copeland, cuja existência decorreu entre 1847 e 1970, muito embora a origem desta fábrica remonte à mítica Spode, comprada em 1833, pelos senhores William Taylor Copeland e Thomas Garrett. Em 1847 o Sr. Copeland tornou-se o único proprietário e a fábrica manteve-se com esse nome até 1970, altura em que retomou antigo e prestigiado nome Spode.
| Marca incisa da Copeland |
É um prato com marca, portanto a atribuição não oferece dúvidas. Mais, está também datado, conforme se pode ver pela marca incisa M75, que quer dizer que a peça foi fabricada em Março ou Maio de 1875.
Relativamente à decoração, que representa um edifício gótico em ruínas, ladeado por folhas de carvalho e bolotas. Descobri no blog da nossa amiga Maria Andrade, o Arte livro e velharias, que este padrão é conhecido ora pelo nome ruins ou Melrose. Fiz então umas pesquisas combinando aqueles dois termos no Google e descobri que a decoração deste prato possivelmente evocará as ruínas da Abadia de Melrose, na Escócia.
Este monumento arruinado tinha inspirado muitas gravuras românticas, que circulavam em Inglaterra na primeira metade do século XIX e que serviram certamente de modelo ao fabricante de faiança, Zachariah Boyle, que produziu entre 1823-1850, uma série de vistas de paisagens, castelos e mosteiros, as Antique Scenery Series, entre as quais se contavam as ruínas da Abadia de Melrose.
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| A Abadia de Melrose pela Boyle |
A possível representação da Abadia de Melrose feita a partir de 1848 pela Copeland está mais longe da realidade do que aquela feita pela Boyle. Será apenas uma vaga evocação daquela ruína romântica ou talvez de um outro qualquer monumento em ruínas inglês, pois poder-se-a tratar de uma série decorativa da Copeland, com vários pratos, travessas e terrinas, cada um deles representando uma ruína da velha Albion
No entanto, a decoração deste simples prato, com as ruínas, envoltas numa névoa, não deixa de ser sugestiva e parece-nos que ao longe ouvimos ventos uivantes e os ecos dos amores infelizes de Heathcliff e Cathy.
Alguns links consultados:
https://www.blueandwhite.com/museum.asp?m=Boyle&p=Antique+Scenery+Series
http://www.thepotteries.org/mark/c/copelandWT.html
http://spodehistory.blogspot.pt/2011/01/dating-your-spode-pieces.html
The adoption and use of 19th century ceramics at Old Bella Bella, British Columbia / Alexandra Maas. http://summit.sfu.ca/system/files/iritems1/6523/b1694673x.pdf
http://artelivrosevelharias.blogspot.pt/2011/03/oveiro-em-flowblue-ingles.html
https://www.blueandwhite.com/museum.asp?m=Boyle&p=Antique+Scenery+Series
http://www.thepotteries.org/mark/c/copelandWT.html
http://spodehistory.blogspot.pt/2011/01/dating-your-spode-pieces.html
The adoption and use of 19th century ceramics at Old Bella Bella, British Columbia / Alexandra Maas. http://summit.sfu.ca/system/files/iritems1/6523/b1694673x.pdf
http://artelivrosevelharias.blogspot.pt/2011/03/oveiro-em-flowblue-ingles.html




