segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Novamente as histórias da família Montalvão: o brasão


Em dois posts anteriores abordei a história do brasão da família Montalvão. Expliquei que a pedra de armas que se encontra no solar dos Montalvões, em Outeiro Seco reporta-se à família Álvares Ferreira, os proprietários originais do solar. Esse brasão terá sido mandado executar antes do casamento de Miguel Alvares Ferreira e Antónia Maria de Montalvão Morais, em 1746, ano que marca a entrada dos Montalvões naquela casa.

O Brasão dos Álvares Ferreira no Solar dos Montalvões

Existe um brasão dos Montalvões propriamente dito, que eu reproduzi no meu post e que expliquei o significado heráldico. Contudo, fiz essa descrição a partir de uma fotografia péssima, extraída do Boletim Outeiro Seco: passado e Presente, nº 1. 1990, que por sua vez já era uma má reprodução da imagem da obra, o capitão de Vila Frade, de Montalvão Machado.


O brasão dos Montalvões na única reprodução disponível

Esse Brasão tinha sido levado de Outeiro Seco em datá incerta, talvez na primeira metade do século XX, por uma Senhora, Maria Alda Montalvão Santos Silva, para o jardim da sua casa de Carvavelos, presumivelmente depois de 1908 e esta era a última notícia que se tinha dele. O paradeiro do brasão era mais ou menos desconhecido.

Há uns três meses, numa reunião profissional, conheci um rapaz, o Gastão de Brito e Silva, que alimenta um blog muito interessante inteiramento dedicado a casas, edifícios e monumentos em ruínas, http://ruinarte.blogspot.com/ e que quando ouviu o meu apelido, Montalvão, ficou de antenas imediatamente levantadas, porque há muito tempo que tem o desejo de fotografar as ruínas do Solar. Mostrei-lhe o blog, conversámos e descobri por mero caso, que ele conhecia o paradeiro actual do brasão, que está em casa do pai de um amigo dele em Carcavelos. O mais incrível disto tudo é que eu conhecia pessoalmente o pai desse amigo dele, meu primo afastado, tinha estado recentemente com ele em casa de um amigo comum, mas nunca me passou pela cabeça que fosse descendente da tal Sra. D. Maria Alda, nem o proprietário actual do Brasão.


As sumptuosas decorações

Telefonei-lhe, fui fotografar o brasão e encontrei uma peça esmagadora, feita num único bloco de granito, com quase dois palmos de espessura e praticamente 1 m por 1,5m. As reproduções que eu tinha dele não lhe faziam de todo justiça, pois não mostravam as decorações lavradas à volta do escudo, que são sumptuosas. Contudo, nas suas deslocações pelo país inteiro, o Brasão perdeu o elmo, o que foi uma pena, porque seria uma peça ainda mais imponente.

Os meus primos colocarão a hipótese de esta pedra ser do século XVII, talvez em virtude do seu estilo pesado. Porém, é obrigatoriamente posterior a 1746, ano do casamento de Miguel Alvares Ferreira e Antónia Maria de Montalvão Morais, pois apresenta as armas combinadas das duas famílias. O Leão com as flores de Liz dos Montalvões e as quatro faixas horizontais dos Ferreiras.

O leão com as folhas de Liz da família Montalvão
As 4 faixas dos Ferreiras
Não sabemos para que casa este brasão foi concebido. Sabemos através da obra o Capitão de Vila Frade, de Montalvão Machado, que esteve numa habitação pertencente à família em Vila Meã, propriedade da família.

Nessa casa viveu António Vicente Ferreira Montalvão(1776-1838). Com o nº 31 da árvore genealógica da família, este senhor era o filho benjamim daquele celebre matrimónio entre o Capitão de Cavalos Álvares Ferreira, proprietário de Outeiro Seco e a Antónia Maria Maria de Montalvão Morais. Era padre morreu, sem deixar descendente. A casa foi doada ao seu sobrinho, António Vicente, filho do irmão João Manuel e os seus descendentes, os Montalvões Machados mantiveram a casa até há bem pouco tempo.


A Casa dos Montalvões em Vila Meã

A pedra de armas da casa de Vila Meã terá tido outro destino, pois foi parar às mãos dos descendentes do outro irmão, o Miguel José, meu quinto avô. Este Miguel José teve 3 filhos, mas para esta história só interessam dois. O João Manuel (1806-1860), de quem eu descendo e a Rita Maria, uma senhora que casou duas vezes e se tornou famosa no seu tempo, como uma mulher enérgica, que geria directamente as suas extensas propriedades agrícolas e que é trisavô do meu primo. Terá sido ela a ficar com o brasão. A Rita Maria teve uma filha, Amélia, que casou com o general Celestino da Silva, o célebre governador de Timor e que foi companheiro de armas do rei D. Carlos e desse casamento nasceu a Alda, avó do meu primo e voltamos novamente a ouvir falar do Brasão.

O Brasão estava até 1940, numa casa grande em Outeiro Seco, propriedade desta Senhora, que não era o Solar propriamente dito. Nessa década, a Sra. D. Alda Montalvão Santos Silva, vendeu essa casa de Outeiro Seco e instalou o brasão no jardim da sua casa de Veraneio em Carcavelos, a Vila Alda. Aí esteve a referida pedra, até 1974, ano em que a casa foi vendida e posteriormente demolida, para dar lugar a um empreendimento qualquer, dessas coisas, que os portugueses adoram fazer para estragar sítios bonitos. O meu primo que a recebeu em herança levou-a para outra moradia em Carcavelos, mas o enorme bloco de granito não parou por aí e neste momento repousa num apartamento em Carcavelos, onde foi necessário interromper o trânsito na rua, para a fazer entrar pela varanda e demolir paredes para a instalar na sala.

A família andou com esta pedra de Herodes para Pilatos, o que em, termos de conservação foi-lhe prejudicial, mas comprendo perfeitamente que nunca se tenham querido separar-se dela, deixando-a numa das muitas casas por onde andaram ao longo de dois séculos. O enorme bloco de granito tem uma força e uma poesia extraordinárias.

49 comentários:

  1. Caro Luís,
    Continuamos a estar em alguma sintonia , o q eu acho engraçado.
    Estava eu a preparar um post sobre a marca da flor de lis das armas dos Bourbons usada na porcelana Capodimonte e Buen Retiro e vim aqui encontrar esta belíssima pedra de armas dos seus antepassados, também com a flor de lis como elemento heráldico.
    Não percebo nada de heráldica, mas que este brasão é uma beleza de escultura em pedra, não
    tenho qulquer dúvida.
    Eu também nunca o deixaria ficar para trás, em casa ou no jardim, arranjaria sempre maneira de o expor, mas acho que a solução encontrada,q me pareceu ser tê-lo como base de uma mesa com um tampo em vidro, a dividir espaços, foi uma óptima forma de o integrar num apartamento e de o expor em toda a sua imponência.
    Como gosto muito de pedras trabalhadas, tenho no jardim várias pias de pedra, mós e também peças em ferro dos poços, quase todas vindas de um lagar desactivado, entretanto arrasado, e de uma casa velha da família do meu marido.
    É esta mania de preservar coisas antigas, mas ainda mais se justifica quando são belas peças q contam histórias de família como é o caso do brasão dos Montalvões.
    Ainda bem q o localizou e o conseguiu apreciar ao vivo, o q deve ter sido para si muito emocionante!
    Um abraço

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  2. Olá Luís
    Incrível, até arrepiei.
    Adorei o remate do post, soberbo "A família andou com esta pedra de Herodes para Pilatos, o que em, termos de conservação foi-lhe prejudicial, mas compreendo perfeitamente que nunca se tenham querido separar dela, deixa-la numa das muitas casas por onde andaram ao longo de dois séculos. O enorme bloco de granito tem uma força e uma poesia extraordinárias"

    Disse tudo o que há para dizer!
    O fascínio da pedra afeiçoava no brasão da família Montalvão perdura nos dias de hoje sendo do século XVII.

    Uma estória carregada de história !
    Uma sorte, fotografar o brasão que também é um bocadinho seu. Um dos problemas das heranças, não se pode dividir...Requinte e glamur na decoração e nas armas.

    Amazing!
    Beijos
    Isabel

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  3. Colocar uma pedra destas dentro de um apartamento não é coisa fácil, e, inevitavelmente, perdeu a sua imponência e enquadramento, como seria de prever.
    Percebo que não se queira deixar um testemunho destes para trás (eu não deixaria), mas sinto alguma pena pelo desvirtuado em que se encontra, fora do conjunto a que um dia pertenceu. Estou certo, e se a minha imaginação não me falha, no seu apogeu deve ter sido um conjunto que faria jus à família a que pertenceu.
    Que a peça ainda continua com força e a ser um marco imponente, também não tenho dúvida, mas sinto que lhe falta a "alma".
    Apesar de tudo fico satisfeito, e até algo aliviado, por ter sobrevivido e que seja alvo de cuidados, pois nunca deixará de ser um testemunho mudo da história, não só de uma família como também de um país.
    Também me encantou que o tivesses conseguido descortinar no emaranhado em que se viram envolvidas as famílias deste "jardim à beira-mar plantado"
    Manel

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  4. Caros amigos

    Muito obrigado pelos vossos comentários e espero não vos ter aborrecido com alguma genealogia, que foi necessária para se perceber, que caminho percorreu esta pedra de armas.

    Um brasão é sempre um objecto para ser visto de baixo para cima, mas dado o peso do objecto e estar num apartamento, foi impossível aos meus primos coloca-lo num alto. Aquilo deve pesar praticamente uma tonelada.

    Em todo o caso, continua a ser uma peça impressionante e confesso que me emocionei um bocado quando a vi. Mais, achei admirável que a família, contra ventos e marés nunca tenha vendido ou abandonado esta verdadeira sinfonia barroca em granito

    Abraços a todos

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  5. Fico feliz por indirectamente ter contribuído para esta aventura...

    Finalmente encontraste a tua "pedra basilar"...

    Com LUZ

    Gastão

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  6. Caro Gastão

    É verdade, foi graças a si que consegui localizar esta pedra de armas magnífica. Também lhe tenho a agradecer o ter-me comunicado a existência do seu blog, sempre com fotografias esmagadoras, que espelham o abandono dos palácios, dos prédios e das casas antigas em Portugal,

    Abraços

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  7. Amei, porque meu nome é Franciele Alves Montalvão, eu sempre soube coisas sobre a familia, mas nada sobre o brasão. Fico muito feliz! bela postagem!

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    1. Antes de 5 de Outubro de 1910, ninguém pode realizar árvores de geneologia, porque na republica, usam apelidos em seus nomes, quando na monarquia, os apelidos eram nomes de casas. É impossível realizar uma passagem de apelido para nome de casa, impossível. Antigamente aos nomes das casas, neste caso a casa de Montalvão, representava um foro, um dote, não era designado por família. A Família era todas as casas, que existiam na Nobreza, Clero e Realeza Portuguesa, este conjunto era denominado por família, eramos todos primos, tinhamos o mesmo gene e ainda possuíamos todas as milhares de casas, um apelido comum. Não era nenhum dos nomes das casas, não, era um apelido, da origem de Portugal, como de França da Gasconha, como de Inglaterra e como de Espanha

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    2. Caro João Faudoas

      Sou um ignorante em heráldica. Não me arrisco nesta área a dar opiniões pessoais. Aliás tudo o que escrevi foi baseado no que outros autores já escreveram.

      Os Montalvões não eram uma família com um título. Eram gente de algo, ou fidalguia rural, se preferir, que foram casando com outras famílias da mesma condição da província de Trás-os-Montes.

      O brasão a que a família se acostumou a usar durante quase 200 anos talvez não seja o seu, conforme a teoria de Calvão Borges, que tentei resumir no meu post http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2012/08/o-brasao-dos-montalvoes-uma-nova.html.

      Um abraço e obrigado pelas suas explicações

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  8. Cara Franciele

    Obrigado pelo seu comentário. De facto, todos nós, os Montalvões temos um descendente comum, um parentesco ainda próximo e esta pedra é um dos símbolos daquilo que nos une ainda

    Volte sempre.

    Abraços

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  9. muito interessante, tudo que se refere ao meu sobrenome me encanta, não sei, ao fato de estar mais próxima das minhas origens.

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  10. Cara Erica, ou melhor Cara Prima

    Bem vinda ao meu blog, onde pode encontrar muitas informações sobre os montalvões e o seu local de origem em Portugal, as cercanias da cidade Chaves.

    um abraço e volte sempre

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  11. Fazer parte desta é o que tenho de mais prazeroso ...não há palavras que possam expressar tamanha satisfação !!!

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  12. Cara Meny

    Bem vinda este blog.

    Fico contente por conhecer mais uma prima.

    Um abraço

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    1. parabéns pela pagina primo eu me chamo jennifer sou prima da meny

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    2. O prazer é todo meu primo LuisY fazer parte dessa família é uma honra.bjs

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    3. Obrigado Margarene!!!!!

      Um abraço

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  13. ameiiiiiiiiiiiiiii quero saber mais

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  14. jennifer grazzielle santos Montalvão2 de março de 2014 às 13:32

    ameiiiiiiii quero saber mais

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  15. cara Jennifer

    Obrigado pelo seu comentário. Do seu lado direito, encontra a lista de assuntos tratados no blog a aí poder ler mais histórias da família Montalvão.

    Bjos

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  16. A casa de Montalvão, não era fidalguia rural, não, era mais do que isso, tinham casamentos com as principais casas da nobreza, Tavoras, Noronhas, Cadaval e esta casa de Montalvão tinha que possuir uma carta de foro, dado por um rei, eu vou descobrir

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  17. Caro João

    Há aqui uma confusão entre os Marqueses de Montalvão no Alentejo e os Montalvões de Trás-os-Montes. Estes últimos descendem todos de um senhor galego, um tal Joseph Montalban, que durante o domínio Filipino passou a fronteira e casou com uma senhora portuguesa e instalou-se numa aldeia da raia, no que é hoje o Conselho de Chaves. Os Montalvões de Chaves não tem nada a ver com os marqueses de Montalvão. É uma mera coincidência de nomes.

    Um abraço e obrigado

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    1. Estes Montalvões de Chaves ligam-se a outras famílias da região, como os Morais Sarmento, os Campilho, os Álvares Ferreira. Como gosta de genealogia, pode encontrar na net o livro os Montalvões inteiramente digitalizado, por uns primos brasileiros.
      http://www.montalvao.xpg.com.br/port_livro_de_jtmontalvaomachado.htm


      Um abraço

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  18. Joseph Montalban, este nome, não é conhecido, talvez enganaram se, existe sim uma casa na Gasconha em França, que se chama Montauban, era um principado

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  19. Bem, o Joseph Montallban tem existência documentada conforme pode ler no livro, os Montalvões de José Timóteo Montalvão Machado. Aliás a genealogia da família foi feita muito criteriosamente por J. T. Montalvão Machado. As ligações a Montauban na França nunca foram provadas, mas talvez existam. Em todo o caso são longínquas e incertas.

    Mas reafirmo que a minha família não tem qualquer ligação à terra alentejana. Aliás, até há quase 100 anos residiram todos entre Chaves, Vinhais, Bragança e Vila Real. Somos transmontanos de coração e alma

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  20. Aliás, segundo conversas com outras famílias da região, muitas famílias espanholas atravessaram a fronteira do Norte durante o domínio filipino e estabeleceram-se ali na raia, como os Almendra ou os Campilho. No fundo o caso Montalvão foi bastante comum naquela região e em Espanha como sabe há muitas famílias Montalban. Arranjar um antepassado em França é uma coisa um bocadinho forçada, pelo menos segundo o meu parente, que fez a história da família e no qual tenho todas as razões para acreditar na sua honestidade como investigador.

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  21. Caro Nuno Filipe

    No geral concordo com a sua argumentação. vi-me grego para explicar que os Montalvões do concelho de Chaves nada tem a ver com os Marqueses de Montalvão no Alentejo. Nem sei onde o João Faudoas foi buscar tal ideia. É uma mera coincidência de nomes. Tão pouco foi provada uma ligação dos Montalvões de Chaves a França, embora aí exista uma cidade chamada Montauban. Mas, Montauban, quer dizer monte alvo e por toda a França e Península Ibérica não devem ter faltado montes que ficavam brancos no inverno.

    Só não achei bonito ter chamado burro, ignorante ou energúmeno ao João Faudoas. Podemos expressar as nossas opiniões sem cair no insulto. É sempre desagradável.

    Um abraço e espero poder voltar a contar com as suas opiniões sobre heráldica e genealogia, mas sem insultos, ok?

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  22. Amigo Luis, venho a escrever do Brasil. Meu nome é Gabriel Araújo Montalvão. Estava procurando sobre a descendência de meu apelido (sobrenome em português-br) terras portuguesas e me deparei com seu magnífico blog, é maravilhoso, estupendo, muito bem detalhado, parabéns pelo belo trabalho.

    Voltando a minha história. Fiz uma rápida busca aqui no Brasil sobre a descendência deste nome na minha região. Moro no Sudoeste da Bahia, 800km de Salvador, capital. Próximo a uma cidade de nome Montalvânia em outro estado, o de Minas Gerais, onde descobri que descendo de ancestrais de lá.Meu bisavô foi proprietário de grandes terras na região, senhor de escravos e dono de engenho de cana-de-açucar. Contudo, o tempo e as informações com povos da região já se perderam demasiadamente, assim, parei minhas pesquisas por ai. Mas caso tenha algumas informações deste nobre apelido em terras brasileiras por gentileza compartilhe comigo, sempre é bom saber um pouco mais sobre de onde descendemos. Saudações.

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  23. Caros João Faudoas e Nuno Filipe

    Embora, este blog em termos temáticos seja bastante livre, O velharias do Luís não é um espaço reservado à genealogia ou à heráldica. Há espaços na internet próprios para as discussões especializadas nessa matéria.

    Não tenho nada a ver com as vossas questões pessoais, mas acho muito feio caírem nos insultos. A nobreza não é só uma questão de pergaminhos, mas também de educação, respeito e boas maneiras.

    Por último, caro João Faudoas, vou apagar o seu comentário onde usou linguagem obscena e se a voltar a usar, serei obrigado a bloquear a sua participação.

    Um abraço

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  24. O que me admira da vossa parte, ter deixado arrastar estes comentários, deviam ter investigado, se a pessoa existia mesmo, fez se passar por algum tempo por mim e por outras pessoas da minha família, colocou o meu nome na praça pública e como eu gostaria de saber quem é, essa pessoa, para exigir de direito, de responder em sede própria o uso indevido de meu bom nome.

    Os senhores deviam ter investigado, a legitimidade desse individuo, fez se passar por outros, aqui nesta conversa, reparei que muitos de vós ficaram com uma ideia errada do nome Felgar e portanto, ao deixarem andar isto, foi tudo uma brincadeira de muito mau gosto da vossa parte

    Peço vos aos Administradores desta conta, a remoção por completo de todos os comentários dessa tal pessoa, como o bloqueio de pessoa A, B, ou sei lá que venha expor comentários de o meu bom nome, Felgar. Eu não admito que usem o meu bom nome.

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  25. Caros senhores

    Venho por este meio pedir a V. Ex. a remoção por completo de todos os comentários referente a esse senhor Faudoas ou sei lá o quê, o homem não deve ser bom da cabeça, portanto, quando fala da minha família Felgar, na qual eu possuo o meu nome , essa pessoa ou com outro nome, fez se passar por mim, por meus primos, alguns com essa identidade, vou pedir a remoção por completo das conversas aqui expostas, como pedia à pessoa que gere este espaço, que bloqueasse a entrada dessa pessoa, ou outra que venha falar de Faudoas, de Falagueira, de Felgares de Felgar, ou sei lá do quê, peço pelo bom nome Felgar, a remoção por completo neste espaço de todas as conversas desse senhor que nem nome tem, nem identidade possui.

    Cordialmente

    João Felgar

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    1. Caro João Felgar

      Há uns meses apaguei uma dúzia de comentários desagradáveis deixados aqui por dois senhores, que se insultaram e ameaçaram de uma forma lamentável. E eu que ingenuamente acreditava que um bom nascimento significava educação, cordialidade e boas maneiras. Enganei-me redondamente.

      A seu pedido apaguei mais uns quantos comentário sem interesse para o tema apresentado no post.

      Só lhe peço é o favor de não lançar mais achas para a fogueira desta discussão, que já se prolongou até às raias do delírio, com gente afirmando descender de Carlos Magno, dos Capetos e creio eu, que da própria Rainha do Sabá (ou seria do Imperador Constantino?)

      Cumprimentos

      Luís Montalvão

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    2. Caro João Felgar

      Infelizmente não tenho forma de apurar a identidade de quem faz os comentários. Também é verdade, que nunca senti necessidade de o fazer, porque quem aqui passa e comenta, é gente civilizada, com interesses culturais, de outra forma não frequentariam um blogue de velharias e memórias.

      O que se passou aqui foi uma ocorrência excepcional com gente a insultar-se e a ameaçar-se de uma forma gratuita e muito desagradável.

      Em todo o caso, denunciei o tal Sr. Faudoas no Google + mais por comportamento impróprio.

      Cumprimentos

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    3. E fez muito bem, pois o homem é louco Sr. Luís Y

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    4. E fez muito bem, pois o homem é louco Sr. Luís Y

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  26. Achei muito curioso encontrar nesta página uma fotografia das armas que se encontraram em tempos no Solar da minha Bisavó, a Senhora Dona Maria Alda Montalvão, e que hoje se encontra em casa de primos meus. As armas são uma composição em que no primeiro quartel estarão as armas dos Montalvões propriamente ditas, no segundo quartel as armas dos Ferreiras, no terceiro quartel os Ximenes e os Pessanhas (se não estou em erro) e no quarto quartel os Pinheiros (que durante muitos anos achei serem 5 vieiras, portanto sendo da família Velho). Nesse mesmo brasão há uma flor de Malta no canto superior esquerdo, cuja explicação nunca consegui encontrar. O meu Pai tem um exemplar do brasão a cores, bordado pela referida minha Bisavó, em que o campo (cor de fundo) dos Montalvões está em azul, o que heraldicamente não parece fazer muito sentido já que não parece existir o metal (será prata?).

    Relativamente à família no Brasil, tanto quanto sei, o mais provável é que a maioria não seja descendente dos Montalvões de Chaves (descendentes do Joseph de Montalban que se instalou em Chaves circa 1632), mas sim do primeiro Vice-Rei do Brasil, Dom Jorge de Mascarenhas, Marquês de Montalvão.

    De qualquer maneira, é com imensa satisfação constatar que, não só em Portugal como também pelo mundo fora, todos quantos carregam consigo este nome tratam qualquer outro Montalvão, mesmo quando jamais e em tempo algum se tenham visto, como sendo "primo". Parece que o nome Montalvão comporta uma proximidade quase fraternal. Mais nenhum nome, tanto quanto saiba, tem tão único (e curioso) poder.

    Um bem haja e um forte abraço!

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    1. Caro Diogo Montalvão, ou melhor caro primo.

      Amanhã, responderei com calma ao seu comentário

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    2. Caro Diogo
      Muito obrigado pelo seu e-mail tão simpático. Com efeito, já me tem acontecido cruzar-me em reuniões da família com parentes muitíssimo afastados e encontro-lhes neles um ou outro traço fisionómicos idêntico aos meus avôs ou tios-Avós. Às vezes é só um olhar, uma forma do queixo ou o tipo de cabelo.

      Em primeiro lugar, os Montalvões que neste momento andam espalhados por Portugal e pelo Brasil não descendem dos Marqueses de Montalvão, cujo apelido era Mascarenhas. Nenhum Montalvão teve alguma vez um título nobiliárquico, embora fossem fidalgos. A genealogia da nossa família foi feita de forma rigorosa e sistemática por J. T. Montalvão Machado na obra os Montalvões, publicada em 1948. Através de uma consulta sistemática aos registos paroquiais J. T. Montalvão Machado conseguiu chegar ao antepassado primordial, um tal Joseph Montalban que atravessou a fronteira da Galiza e veio casar com uma senhora portuguesa, no início do séc. XVII, em pleno domínio filipino. Todos nós que usamos o nome Montalvão descendemos desse senhor e de certa forma podemo-nos considerar primos, pois temos todos o mesmo antepassado em comum.

      Ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX, Os Montalvões foram-se cruzando com outras famílias da região flaviense ou de Vinhais, como os Álvares Ferreira, os Morais Sarmentos ou os Campilhos e em termos sociais podemos classifica-los como fazendo parte da fidalguia rural.

      Relativamente ao brasão em causa, há uma grande trapalhada na sua leitura e na altura em que escrevi este post limitei-me a transcrever a opinião “oficial” sobre o assunto, que na altura me pareceu correcta, até porque era um ignorante completo em termos de heráldica.

      Na verdade, esta leitura do Brasão, foi feita nos anos 40 Coronel Afonso Dornelas, que embelezou um bocadinho a pílula de modo, a fazer entroncar os Montalvões nas famílias mais antigas da região, tais como os Velhos ou Pizarros. Esta leitura não teve em conta uma carta de armas existente na família, onde se descrevia pormenorizadamente este brasão, como sendo dos Ferreira, os Álvares, os Sobrinhos e os Pinheiros.
      O Coronel Afonso Dornelas também viu no Leão e nas flores de liz as armas dos Montalvões, quando na verdade em nenhum manual de heráldica encontra referência a umas armas específicas dos Montalvões.

      A revisão da leitura deste brasão foi feita pelo Prof. Calvão Borges no seu livro “Tombo Heráldico do Noroeste transmontano- Lisboa: livraria Bizantina, 2000”, que confirmou que as armas nele representadas se reportam aos Ferreira, aos Álvares, aos Sobrinhos e Pinheiros. Já escrevi sobre este assunto em 17 de Agosto de 2012 http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2012/08/o-brasao-dos-montalvoes-uma-nova.html

      Ora e quem são estes Álvares Ferreira? Perguntará o primo já cansado desta lengalenga!

      Os Álvares Ferreira foram os construtores do chamado solar dos Montalvões em Outeiro Seco. Um destes senhores, em 1746. O Miguel Álvares Ferreira casou em 1746 com uma Antónia Maria de Montalvão Morais e desde então a família Montalvão liga o seu destino aquele solar, que acabará por ser conhecido por este apelido de origem espanhola.

      Desde essa época para cá, os seus descendentes foram tomando as armas dos Álvares, Ferreira, Sobrinhos e Pinheiro como sendo as dos Montalvões. É um erro, mas um erro com o peso e dignidade que empresta uma tradição de mais de duzentos anos.

      Existe ainda um segundo brasão da família na casa de Outeiro Seco e olhe, ainda ando às voltas com a sua leitura, pois percebi que a opinião tradicional acerca dele não bate certo com os manuais de heráldica.

      Se o primo tiver dúvidas ou quiser saber mais sobre este assunto, não hesite em escrever-me para o meu e-mail que consta das informações do perfil

      Um abraço

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  27. Muito boa noite!

    Vim ter a este blog por acaso... Na realidade ando à procura de informações relativas à família Almendra.
    Pelo que tenho visto e lido aqui, há algumas menções a esta família.

    As informações que disponho até agora são muito poucas.. Uma delas remete-me para a origem do apelido na região espanhola de La Rioja nos inícios do século XIII... A segunda é bem mais recente estando ligada à cidade de Braga de onde a minha mãe e o meu avô materno são oriundos.

    Contudo a informação é escassa e faltam muitos elementos. Gostava de poder chegar a encontrar o brasão da família, do qual tenho um descritivo apenas.

    Seria grato se tivesse mais informações que me pudesse fornecer.

    Cumprimentos,

    Diogo Almendra

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    1. Caro Diogo Almendra

      Peço-lhe imensas desculpas por só agora lhe responder.

      Não sou especialista em genealogia, mas tenho de facto essa ideia que os Almendra vieram de Espanha.

      Se está interessado em estudos de história da família, o melhor é registar-se no http://geneall.net/pt/. Aquilo é barato, cerca de vinte e tal euros por semestre e pode pagar por multibanco e terá acesso às centenas de genealogias, inclusive a sua. Também ajuda falar com as pessoas mais velhas da família e recolher e apontar todas as informações de que ainda se recordam de antepassados, histórias antigas e velhas casas.

      Um abraço

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  28. Meu avô chama Rosalvo dos Santos Montalvão (falecido nos anos 80) veio da Bahia, filho unico, abdicou de todas as terras que ele tinha em palmas do monte alto e ele nunca quis falar dos meus bisavôs, muito difícil saber qual a primeira familia montalvao que chegou no Brasil

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    1. Caro Anónimo

      De3ixe-me pesquisar um livro publicado sobre os Montalvões e logo lhe digo qualquer coisa

      Um abraço

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  29. Olá,estou pesquisando sobre o meu sobrenome e antepassados. Meu avô era de Minas Gerais BR e faleceu quando eu era criança,gostei muito das informações do seu blog,está de parabéns. Att Maria Carolina do Monte Alvão

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    1. Cara Maria Carolina do Monte Alvão

      Muito obrigado pelo seu comentário.

      Creio que em primeiro lugar deverá procurar nos documentos relativos ao seu avô, talvez a na certidão de óbito, saber quem eram os seus pais e de que distrito e concelho em Portugal eram provenientes. Na posse destes dados pode fazer outras pesquisas em Portugal, nomeadamente nos arquivos distritais, que tem a maioria dos registos de nascimento, casamento e morte on-line.

      Realmente há uma similitude nos nossos apelidos, Montalvão e Monte Alvo, mas como eu lhe digo terá que começar por saber quem foram os seus bisavôs. No fundo vai começar uma investigação fascinante para averiguar as origens do seu próprio ser.

      Um abraço

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  30. Esta mesma representação heráldica, embora numa pedra que parece ser de um talhe mais moderno, encontra-se também numa casa no Largo da Madalena, em Chaves. Cumprimentos.

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    1. Caro Manuel Ferros.

      Muito obrigado pelo seu comentário. Com efeito, o brasão da casa da Madalena foi feito a partir do que é aqui apresentado e é coisa recente, conforme explicou Calvão Borges. Já o mostrei no post http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2012/08/o-brasao-dos-montalvoes-uma-nova.html onde rectifiquei a leitura do brasão à luz da interpretação do mesmo Calvão Borges. Continuo é sem saber como ler o brasão que se encontra no Solar de Outeiro Seco. Enfim, estou no meio de uma camisa de sete-varas. Um abraço

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